O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a escalada do conflito no Oriente Médio, atribuindo a alta do diesel a uma "desgraça" provocada por "ricos" e a ações do presidente Donald Trump. Lula responsabilizou os membros do Conselho de Segurança da ONU e os "tiros" de Trump no Irã pelo aumento global do preço do combustível, questionando por que países distantes, como o Brasil, devem pagar o preço de decisões de potências e por que o Brasil, sendo autossuficiente, sofre com a alta dos preços. Ele também apontou que empresas distribuidoras no Brasil estariam se aproveitando da situação, não repassando a diminuição de PIS e Cofins aos consumidores, e que há "gente que gosta de tirar proveito da desgraça".
Em declarações durante a Caravana Federativa em São Paulo, Lula expressou desapontamento com a redução da taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75%, afirmando que esperava um corte de 0,5 pp. Esta foi a primeira redução da Selic em quase dois anos, após ter permanecido no maior nível desde julho de 2006. O presidente atribuiu a decisão do Banco Central à guerra no Oriente Médio, criticando a influência do conflito na decisão do BC e afirmando que o governo faz sacrifícios para o crescimento econômico e geração de empregos. A decisão do Copom foi influenciada por incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, levando a uma postura mais cautelosa, e a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,1% devido ao conflito. Lula criticou o aumento de preços de combustíveis e alimentos, atribuindo-o a 'bandidos' que se aproveitam da crise, e afirmou que a Polícia Federal recebeu ordens para reprimir empresas que escalonam valores abusivamente. O presidente declarou que o governo fará o possível para impedir que empresários usem a guerra para 'sacanear'.
Em resposta, o governo anunciou uma série de medidas para conter a alta dos combustíveis e evitar uma greve de caminhoneiros, incluindo a zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel e a subvenção a produtores. O governo reconhece que o efeito da desoneração pode ser limitado sem a redução do ICMS pelos estados, e Fernando Haddad se reunirá com os estados para pedir essa redução. Lula pediu que governadores aceitem a isenção do ICMS, com o governo federal se dispondo a devolver metade. Além disso, a Advocacia-Geral da União avalia mover ações civis públicas por danos morais e materiais coletivos contra distribuidoras e redes de postos por aumentos abusivos. Lula também elogiou Fernando Haddad, afirmando que ele passará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso pela aprovação da reforma tributária.
Agência Brasil - EBC • 19 mar, 16:13
InfoMoney • 19 mar, 16:05
G1 Política • 19 mar, 13:29
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