O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou o médico Matheus Gabriel Braia ao pagamento de 40 salários mínimos (R$ 64,8 mil) por sua participação em um trote universitário misógino ocorrido na Universidade de Franca (Unifran) em 2019. A decisão reverteu sentenças de instâncias inferiores que haviam absolvido o acusado, aceitando um recurso do Ministério Público de São Paulo.
Durante o trote, Braia leu um discurso que humilhava calouras, contendo frases como "deveriam estar à disposição dos veteranos" e a promessa de não recusar "tentativas de coito de um veterano". Zanin criticou as decisões anteriores que culparam o feminismo ou as próprias alunas pela situação, destacando que manifestações desse tipo não podem ser tratadas como brincadeiras, configurando violência psicológica e reforçando estereótipos. A decisão, que ainda está sujeita a recurso, reforça a proteção aos direitos das mulheres no Judiciário e a responsabilização por práticas acadêmicas que violam direitos fundamentais.
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