Zanin aceita denúncia da PGR sobre venda de sentenças no STJ
Ministro do STF torna pública denúncia contra envolvidos em esquema de corrupção no STJ e fixa competência da Corte para o julgamento.
Pontos principais
- O ministro Cristiano Zanin aceitou a denúncia da PGR e deu 15 dias para as defesas dos nove denunciados se manifestarem.
- A Primeira Turma do STF decidirá se transforma a denúncia em ação penal, após a fixação da competência da Corte para o caso.
- A PGR solicitou o arquivamento das investigações contra as ministras Nancy Andrighi e Maria Isabel Gallotti por falta de provas.
- Investigações da Polícia Federal apontam que servidores vendiam acesso a minutas de votos do sistema eletrônico do tribunal.
- O caso, originado na Operação Sisamnes, apura crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro entre 2019 e 2023.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) referente ao esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a decisão, o magistrado fixou a competência do STF para julgar o caso, devido à conexão com investigações que envolvem autoridades com foro privilegiado. O processo deixa de tramitar sob sigilo, tornando públicas as acusações de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e lavagem de dinheiro apuradas na Operação Sisamnes entre 2019 e 2023. Até o momento, não há indícios de envolvimento de ministros do STJ no esquema, que focava na venda de acesso a minutas de votos do sistema eletrônico do tribunal.
O magistrado estabeleceu o prazo de 15 dias para que as defesas dos nove denunciados respondam às acusações, antes que a Primeira Turma do STF delibere sobre a abertura de uma ação penal. Paralelamente, a PGR pediu o arquivamento das investigações contra as ministras Nancy Andrighi e Maria Isabel Gallotti por ausência de provas. Zanin manteve as medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, reafirmando a necessidade de monitoramento dos investigados durante a fase de instrução processual.
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