Daily Journal
Daily Journal

Zanin aceita denúncia da PGR sobre venda de sentenças no STJ

Ministro do STF torna pública denúncia contra envolvidos em esquema de corrupção no STJ e fixa competência da Corte para o julgamento.

Daily Journal
Foto: Agência Brasil - EBC
||
28/05 às 15:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O ministro Cristiano Zanin aceitou a denúncia da PGR e deu 15 dias para as defesas dos nove denunciados se manifestarem.
  • A Primeira Turma do STF decidirá se transforma a denúncia em ação penal, após a fixação da competência da Corte para o caso.
  • A PGR solicitou o arquivamento das investigações contra as ministras Nancy Andrighi e Maria Isabel Gallotti por falta de provas.
  • Investigações da Polícia Federal apontam que servidores vendiam acesso a minutas de votos do sistema eletrônico do tribunal.
  • O caso, originado na Operação Sisamnes, apura crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro entre 2019 e 2023.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) referente ao esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com a decisão, o magistrado fixou a competência do STF para julgar o caso, devido à conexão com investigações que envolvem autoridades com foro privilegiado. O processo deixa de tramitar sob sigilo, tornando públicas as acusações de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e lavagem de dinheiro apuradas na Operação Sisamnes entre 2019 e 2023. Até o momento, não há indícios de envolvimento de ministros do STJ no esquema, que focava na venda de acesso a minutas de votos do sistema eletrônico do tribunal.

O magistrado estabeleceu o prazo de 15 dias para que as defesas dos nove denunciados respondam às acusações, antes que a Primeira Turma do STF delibere sobre a abertura de uma ação penal. Paralelamente, a PGR pediu o arquivamento das investigações contra as ministras Nancy Andrighi e Maria Isabel Gallotti por ausência de provas. Zanin manteve as medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, reafirmando a necessidade de monitoramento dos investigados durante a fase de instrução processual.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...