O conflito no Oriente Médio se intensifica, com os rebeldes Houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, realizando ataques com mísseis contra Israel. Esta ação ocorre em meio a pressões iranianas para que os Houthis preparem uma nova campanha contra o transporte marítimo no Mar Vermelho, condicionada a uma escalada dos EUA contra o Irã. A situação eleva as preocupações sobre uma possível escalada da guerra na região e a segurança da navegação em rotas marítimas cruciais, como o Estreito de Bab el-Mandeb e o Estreito de Ormuz.
Paralelamente, o presidente Donald Trump ameaçou atacar poços de petróleo iranianos caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto, enquanto Israel intensifica bombardeios a Teerã e ataques no Líbano contra o Hezbollah, ordenando a evacuação de vilas. O Irã, por sua vez, lançou mísseis contra Israel e aliados árabes dos EUA. A Otan também interceptou um míssil balístico iraniano em direção à Turquia, em meio a críticas dos EUA pela recusa da aliança em entrar na guerra. O Paquistão confirmou a mediação de conversas entre EUA e Irã, apesar da postura pública iraniana de considerar as propostas americanas como "irrealistas".
Esses desenvolvimentos desestabilizam a segurança marítima global e impactam os mercados de energia. Há temores de que os Houthis possam retomar ataques ao tráfego mercante no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, como fizeram entre 2023 e 2025. Os preços do petróleo já subiram, com o barril de petróleo bruto dos EUA ultrapassando US$ 100 pela primeira vez desde 2022, e o Brent caminhando para um aumento mensal recorde.
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