Como a participação dos Houthis pode redefinir a guerra no Irã
A entrada dos rebeldes Houthis do Iêmen no conflito contra Israel, com ataques de mísseis, levanta preocupações sobre a escalada da guerra e a segurança marítima no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, podendo impactar o comércio global de petróleo e gás.
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30/03 às 06:19
Pontos principais
- Os Houthis, aliados do Irã, realizaram dois ataques a mísseis contra Israel, marcando sua primeira ofensiva no conflito.
- A ação levanta preocupações de que os Houthis voltem a atacar o tráfego mercante no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, como fizeram entre 2023 e 2025.
- Uma interrupção no Estreito de Bab el-Mandeb, somada ao bloqueio em Ormuz, afetaria corredores marítimos estratégicos e o comércio mundial.
- A missão naval Aspides, liderada pela União Europeia, alertou sobre o risco de ataques a navios internacionais, especialmente os ligados a Israel ou EUA.
- Analistas sugerem que os mísseis contra Israel podem ser um aviso de participação plena dos Houthis, incluindo possíveis ataques a instalações petrolíferas.
- A escalada dos Houthis poderia desestabilizar a segurança marítima global e elevar os preços do petróleo e os custos de frete.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Yahya Saree (porta-voz da milícia Houthi)Nabeel Khoury (ex-vice-chefe de missão da embaixada dos EUA no Iêmen)Ahmed Nagi (analista sênior do Iêmen no International Crisis Group)
Organizações
HouthisHouthi Military Media/ReutersDWUnião EuropeiaAl JazeeraInternational Crisis GroupAssociated Press (AP)
Lugares
IêmenIrãEstreito de Bab el-MandebIsraelMar VermelhoGolfo de ÁdenTeerãPenínsula ArábicaArábia SauditaEstreito de OrmuzCanal de SuezLíbanoIraqueSanaaEstados UnidosCabo da Boa EsperançaGolfo PérsicoUcrânia
