Fiesp alerta para impactos negativos do fim da escala 6x1 na economia
Estudo da Fiep e análise da Fiesp preveem queda do PIB, aumento do desemprego e informalidade com a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.
Pontos principais
- Estudo da Fiep e Tendências Consultoria prevê queda de até 3,7% no PIB no primeiro ano e 4,9% em cinco anos com a redução da jornada para 36 horas semanais e o fim da escala 6x1.
- A medida pode afetar até 1,5 milhão de trabalhadores formais, com risco de demissão ou migração para a informalidade devido ao aumento dos custos para as empresas.
- Paulo Skaf, presidente da Fiesp, defende a livre negociação entre trabalhadores e empregadores, criticando a interferência governamental e a necessidade da escala 6x1 em alguns setores.
- A análise aponta que, sem ganhos significativos de produtividade, a redução da jornada eleva o custo por hora trabalhada, levando empresas a reduzir contratações ou substituir profissionais.
- Skaf sugere que o foco deveria ser na redução da informalidade, que atinge 37,5% da população ocupada, e cita o Chile como exemplo de aumento do desemprego e informalidade após medidas similares.
Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em parceria com a Tendências Consultoria alerta para os potenciais impactos negativos na economia brasileira caso a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1 sejam implementados. O levantamento prevê uma queda de até 3,7% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro ano e 4,9% em cinco anos, além de um aumento significativo no desemprego e na informalidade no país. A mudança poderia afetar até 1,5 milhão de trabalhadores formais, com risco de demissão ou migração para a informalidade, mesmo em cenários otimistas de ganho de produtividade.
Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), repercutiu os resultados, enfatizando a necessidade de uma análise aprofundada sobre os efeitos no mercado de trabalho e na economia. Skaf defende a livre negociação entre trabalhadores e empregadores, argumentando que a escala 6x1 é crucial para a operação de diversos setores e que as realidades de cada segmento são distintas. Ele também sugere que o governo deveria focar em combater a informalidade, que já atinge 37,5% da população ocupada, e citou o Chile como exemplo de país onde medidas semelhantes levaram ao aumento do desemprego e da informalidade.
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