A proposta de alteração na jornada de trabalho no Brasil gera preocupações entre especialistas quanto aos seus efeitos práticos na economia. Segundo Robson Gonçalves, professor da FGV, a medida impactará os setores de forma desigual, sendo o comércio e os serviços os mais vulneráveis devido à natureza intensiva de mão de obra. O prazo de transição de 14 meses é visto como insuficiente para que essas empresas se adaptem sem comprometer a produtividade ou a rentabilidade. Em um cenário de desaceleração econômica, a dificuldade de repassar o aumento dos custos operacionais para o consumidor final pode levar as companhias a buscarem alternativas, como o aumento da informalidade e a 'pejotização' dos contratos. Embora o mercado de trabalho apresente baixos índices de desemprego, a pressão sobre os custos operacionais permanece um desafio central para a viabilidade das empresas no curto prazo.
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