Um levantamento revela que mais de 380 mil mulheres foram demitidas sem justa causa após a licença-maternidade no Brasil nos últimos cinco anos, evidenciando um desafio estrutural no mercado de trabalho.
Mais de 380 mil mulheres foram demitidas sem justa causa após o término da licença-maternidade no Brasil entre 2020 e 2025, conforme dados do eSocial e levantamento da SIT. Este número alarmante destaca uma persistente discriminação no mercado de trabalho, apesar da garantia da CLT de estabilidade no emprego para gestantes até cinco meses após o parto. O Ministério Público do Trabalho registrou um aumento significativo de mais de 80% nas denúncias relacionadas à maternidade nos últimos três anos, somando 1.229 casos, o que reforça a gravidade do problema.
Especialistas apontam que a maternidade continua sendo um obstáculo para a progressão profissional das mulheres, com dificuldades em negociar horários flexíveis e a perda de oportunidades. A falta de políticas de apoio à parentalidade e de estruturas para o cuidado com os filhos nas empresas contribuem para esse cenário. Embora a discriminação muitas vezes se manifeste de forma sutil, ela limita o desenvolvimento de carreiras femininas, impactando negativamente tanto as funcionárias quanto as empresas, que perdem talentos e engajamento.