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Mais de 380 mil mulheres demitidas após licença-maternidade em 5 anos

Um levantamento revela que mais de 380 mil mulheres foram demitidas sem justa causa após a licença-maternidade no Brasil nos últimos cinco anos, evidenciando um desafio estrutural no mercado de trabalho.

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Foto: G1 Política
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08/03 às 06:00

Pontos principais

  • Mais de 380 mil mulheres foram demitidas sem justa causa após a licença-maternidade entre 2020 e 2025, segundo dados do eSocial e da SIT.
  • Apesar da estabilidade garantida pela CLT até cinco meses após o parto, demissões subsequentes sugerem discriminação.
  • O Ministério Público do Trabalho registrou um aumento de mais de 80% nas denúncias relacionadas à maternidade nos últimos três anos.
  • A maternidade ainda é um obstáculo para mulheres no mercado de trabalho, dificultando a negociação de horários flexíveis e a progressão profissional.
  • Empresas brasileiras persistem na falta de políticas de flexibilização de jornada e estruturas de apoio para o cuidado com os filhos.

Mais de 380 mil mulheres foram demitidas sem justa causa após o término da licença-maternidade no Brasil entre 2020 e 2025, conforme dados do eSocial e levantamento da SIT. Este número alarmante destaca uma persistente discriminação no mercado de trabalho, apesar da garantia da CLT de estabilidade no emprego para gestantes até cinco meses após o parto. O Ministério Público do Trabalho registrou um aumento significativo de mais de 80% nas denúncias relacionadas à maternidade nos últimos três anos, somando 1.229 casos, o que reforça a gravidade do problema.

Especialistas apontam que a maternidade continua sendo um obstáculo para a progressão profissional das mulheres, com dificuldades em negociar horários flexíveis e a perda de oportunidades. A falta de políticas de apoio à parentalidade e de estruturas para o cuidado com os filhos nas empresas contribuem para esse cenário. Embora a discriminação muitas vezes se manifeste de forma sutil, ela limita o desenvolvimento de carreiras femininas, impactando negativamente tanto as funcionárias quanto as empresas, que perdem talentos e engajamento.

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