O número de trabalhadores domésticos com carteira assinada no Brasil registrou uma queda de 21,1% entre 2016 e 2025, impactado por mudanças legislativas e a pandemia.
O Brasil registrou uma queda de 21,1% no número de trabalhadores domésticos com carteira assinada na última década, passando de 1,64 milhão em 2016 para 1,30 milhão em 2025. Essa redução é atribuída a múltiplos fatores, incluindo a implementação da PEC das Domésticas em 2013, que ampliou direitos e elevou os custos da formalização, e os impactos da pandemia de Covid-19, que afetou significativamente o setor e impediu o retorno aos níveis pré-pandemia. Além disso, mudanças demográficas, como a diminuição do número de crianças, e o custo da formalização também contribuíram para a menor demanda por empregadas mensalistas.
O perfil do trabalhador doméstico formal em 2025 é predominantemente feminino (88,6%), com idade entre 40 e 59 anos e escolaridade intermediária. Apesar da queda no número de vínculos, a remuneração média do setor alcançou R$ 2.047,92 em 2025, impulsionada pela política de valorização do salário mínimo. Paralelamente, houve um aumento na modalidade de Microempreendedor Individual (MEI) para diaristas, com 309 mil registros em 2025, embora essa opção possa acarretar prejuízos na aposentadoria devido à contribuição previdenciária reduzida.
3 abr, 07:02
27 mar, 10:01
30 jan, 14:44
29 jan, 15:14
29 jan, 15:14