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Lula sanciona lei que reforça proteção a menores em casos de estupro

O presidente Lula sancionou uma lei que altera o Código Penal para consolidar a vulnerabilidade absoluta em casos de estupro de menores, impedindo relativizações e fortalecendo a proteção às vítimas.

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Foto: G1 Política
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08/03 às 11:00

Pontos principais

  • A nova lei altera o Código Penal para reforçar a condição de vulnerabilidade absoluta em casos de estupro de menores de 14 anos.
  • A norma impede que a vulnerabilidade da vítima seja questionada por fatores como consentimento, experiência sexual ou gravidez resultante.
  • A legislação não cria novos crimes nem altera penas, mas consolida o entendimento jurídico para proteção de crianças e adolescentes.
  • A medida visa coibir interpretações judiciais que relativizaram a vulnerabilidade em casos anteriores.
  • Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 indicam altos índices de violência sexual contra crianças.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que altera o Código Penal, reforçando a condição de vulnerabilidade absoluta em casos de estupro de menores. A nova legislação estabelece que a vulnerabilidade da vítima não pode ser relativizada por consentimento, experiência sexual prévia, relações anteriores ou gravidez resultante do ato. A medida busca impedir brechas para interpretações inadequadas que, em casos passados, questionaram a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, conforme apontado por decisões judiciais que motivaram a proposta.

A sanção presidencial visa consolidar a proteção da dignidade de crianças e adolescentes, garantindo que menores de 14 anos, pessoas sem discernimento ou que não podem oferecer resistência sejam considerados vulneráveis de forma inquestionável. Embora a lei não crie novos crimes nem altere as penas existentes, ela fortalece o arcabouço legal para combater a violência sexual infantil, um problema grave evidenciado pelos altos índices de violência sexual contra crianças registrados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024.

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