O caso Sergio Antônio Lopes envolve a prisão de um piloto da Latam, acusado de liderar uma rede de abuso sexual infantil, pagando mães e avós para abusar de meninas de 8 a 12 anos. A Operação "Apertem os Cintos" resultou em sua detenção, e a Latam o demitiu, reforçando sua política de tolerância zero. Este caso destaca a relevância global do abuso sexual infantil, com investigações em andamento e a previsão de um inquérito independente no Reino Unido sobre gangues que aliciam adolescentes para exploração sexual.
O caso de Sergio Antônio Lopes refere-se à prisão e demissão de um piloto da Latam, acusado de chefiar uma rede de abuso sexual infantil. As investigações revelaram que Lopes pagava mães e avós para ter acesso e abusar de meninas com idades entre 8 e 12 anos, levando-as a motéis. A operação policial que resultou em sua prisão foi denominada "Apertem os Cintos". O abuso sexual infantil é um problema global, com casos de exploração sexual de menores por gangues também sendo reportados em outras partes do mundo, como Londres, onde adolescentes a partir de 14 anos são aliciadas para fins sexuais e outras atividades criminosas.
A investigação sobre Sergio Antônio Lopes teve início três meses antes de sua prisão, após a denúncia de uma vítima. Lopes, de 60 anos, foi detido em 9 de fevereiro de 2026, no Aeroporto de Congonhas, dentro da aeronave que pilotaria. A polícia de São Paulo deflagrou a Operação Apertem os Cintos especificamente para capturá-lo. A Latam, sua empregadora, anunciou sua demissão, reforçando sua política de tolerância zero para atos que desrespeitem seus valores e código de conduta, e se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. As investigações indicam que Lopes cometia os crimes há oito anos, pagando quantias que variavam entre R$ 30 e R$ 100, e ocasionalmente oferecendo presentes como aluguéis e aparelhos de TV para ter acesso às vítimas. Uma avó, que cedeu três netas, e a mãe de outra garota foram presas na operação.
Em um contexto mais amplo, a exploração sexual de menores é uma preocupação internacional. Em Londres, uma investigação da BBC revelou que gangues estão aliciando mulheres vulneráveis e adolescentes a partir de 14 anos para um mundo de sexo forçado, tráfico de drogas e armas. Algumas vítimas relatam terem sido estupradas por vários homens como "pagamento" por dívidas de drogas ou aliciadas diretamente para fins sexuais. As gangues em Londres são de diversas origens étnicas, e a polícia metropolitana está ciente do risco e da prevalência dessas atividades, com um detetive sargento estimando que pelo menos 60 crianças em sua área estão sendo exploradas por gangues. Assistentes sociais indicam que muitas vítimas são vulneráveis, com históricos de lares disfuncionais, abuso, drogas ou pobreza. Um inquérito independente sobre gangues de aliciamento, presidido pela baronesa Anne Longfield, está previsto para começar em 2026 no Reino Unido.