O governo Lula demonstra pouca disposição para intervir na crise do BRB, banco estatal do Distrito Federal, que enfrenta um déficit de capital de R$ 5 bilhões após operações com o Banco Master.
O governo Lula tem demonstrado pouca disposição para intervir na crise financeira do BRB, o banco estatal do Distrito Federal, que enfrenta um déficit de capital estimado em R$ 5 bilhões. As perdas estão ligadas a operações com o Banco Master, que colapsou. Apesar do monitoramento da situação, o Ministério da Fazenda não autorizou bancos federais como o Banco do Brasil e a Caixa a negociar ou analisar os números do BRB, evidenciando a relutância em oferecer um socorro financeiro.
A resistência do governo é influenciada por tensões políticas, especialmente a rivalidade entre o presidente Lula e o governador do DF, Ibaneis Rocha, um aliado de Jair Bolsonaro. Enquanto o governo do DF propôs a transferência de ativos e um aumento de capital para solucionar o problema, o processo é lento e depende de aprovação legislativa. Uma assembleia de acionistas está agendada para 18 de março para deliberar sobre o aumento de capital, com um prazo final de 31 de março para equacionar o déficit, gerando preocupações sobre as consequências da não intervenção federal.