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BRB confirma proposta de capitalização do DF após arquivamento de impeachment de Ibaneis

O BRB confirmou a proposta de capitalização do GDF, que visa reforçar sua solidez financeira com imóveis públicos, após a CLDF arquivar pedidos de impeachment contra Ibaneis Rocha.

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Foto: InfoMoney
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20/02 às 14:02 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • A Câmara Legislativa do DF arquivou três pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, relacionados ao caso Banco Master.
  • Ibaneis Rocha enviou um projeto de lei à CLDF para autorizar um aporte no BRB, utilizando 12 imóveis públicos como garantia ou para venda.
  • O BRB confirmou a proposta de capitalização do governo do Distrito Federal para reforçar sua solidez financeira e garantir a continuidade dos serviços.
  • A medida visa levantar R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas com a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, sob pressão do Banco Central.
  • Os imóveis poderão servir como garantia para captação de recursos, incluindo empréstimos do FGC, sem necessariamente serem vendidos de imediato.
  • O Banco Central exige a recomposição de capital do BRB até 31 de março, sob risco de aplicar restrições.
  • A proposta enfrenta resistência na CLDF devido ao ano eleitoral e preocupações com o desgaste político e a venda de patrimônio público.
  • O BRB afirma que continua operando normalmente, com solidez e governança reforçada, mantendo diálogo com órgãos de controle.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) arquivou os pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) referentes ao caso da tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão, tomada pelo presidente da CLDF, Wellington Luiz, ocorreu após o Banco Central barrar a operação e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmar à Polícia Federal ter tratado a venda diretamente com o governador, algo que Ibaneis nega.

Paralelamente, Ibaneis enviou um projeto de lei à CLDF para autorizar um aporte no BRB, visando cobrir o rombo financeiro deixado pela compra de carteiras do Banco Master, estimado em até R$ 9 bilhões. A proposta prevê o uso de 12 imóveis públicos como garantia ou para venda, a fim de levantar os R$ 2,6 bilhões necessários e evitar que o Banco Central aplique sanções ao BRB, caso o aporte não ocorra até 31 de março. O próprio BRB confirmou a proposta de capitalização, afirmando que busca reforçar sua solidez financeira, garantir a liquidez e fortalecer seu capital, assegurando a robustez dos indicadores financeiros e a continuidade dos serviços prestados à sociedade do DF. O banco também afirmou que a proposta estará em conformidade com as normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central, observando princípios de legalidade e transparência.

A medida enfrenta resistência na CLDF, inclusive de aliados, que preveem a necessidade de barganhar apoio com cargos. A preocupação dos deputados distritais é maior devido ao ano eleitoral e ao desgaste político, com alguns sugerindo usar os imóveis apenas como garantia de empréstimos para não vender patrimônio ou usar o orçamento diretamente. A diminuição da nota de capacidade de pagamento (Capag) do DF também complica a obtenção de empréstimos com garantia do Tesouro Nacional, tornando o aporte a única saída para recuperar o capital e o índice de Basileia do banco. O BRB, por sua vez, assegura que continua operando normalmente, com solidez e governança reforçada.

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