BRB estuda empréstimos e aporte de acionistas para cobrir rombo bilionário com Banco Master
O BRB avalia opções como empréstimos ou aportes de acionistas para cobrir um prejuízo estimado em mais de R$ 3 bilhões, decorrente de negociações sob investigação com o Banco Master.
Pontos principais
- O BRB estuda um plano de capitalização que pode superar R$ 3 bilhões para cobrir o prejuízo com o Banco Master.
- As alternativas incluem empréstimos, aporte dos acionistas controladores e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII).
- O governo do DF, acionista majoritário com 71,92% do BRB, já sinalizou apoio às medidas propostas.
- O prejuízo bilionário é resultado de aportes do BRB no Banco Master e está sob investigação por indícios de gestão fraudulenta.
- A Polícia Federal apura a aquisição de carteiras de crédito problemáticas, e o ex-presidente do BRB foi afastado em operação recente.
O Banco de Brasília (BRB) está analisando diversas estratégias para cobrir um prejuízo bilionário, estimado em mais de R$ 3 bilhões, resultante de negociações com o Banco Master. Entre as opções consideradas estão a obtenção de empréstimos, a solicitação de aportes de seus acionistas e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) utilizando imóveis do Governo do Distrito Federal (GDF). O plano de capitalização será submetido à aprovação do Banco Central, e as medidas propostas, se chanceladas, precisarão do aval da Câmara Legislativa do DF.
Este cenário surge em meio a investigações sobre indícios de gestão fraudulenta nas operações entre os bancos. O Ministério Público apura aportes de R$ 16,7 bilhões do BRB no Banco Master, e a Polícia Federal investiga a aquisição de carteiras de crédito problemáticas. A operação "Compliance Zero" já resultou no afastamento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade urgente de soluções financeiras para o banco.
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