O BRB avalia opções como empréstimos ou aportes de acionistas para cobrir um prejuízo estimado em mais de R$ 3 bilhões, decorrente de negociações sob investigação com o Banco Master.
O Banco de Brasília (BRB) está analisando diversas estratégias para cobrir um prejuízo bilionário, estimado em mais de R$ 3 bilhões, resultante de negociações com o Banco Master. Entre as opções consideradas estão a obtenção de empréstimos, a solicitação de aportes de seus acionistas e a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) utilizando imóveis do Governo do Distrito Federal (GDF). O plano de capitalização será submetido à aprovação do Banco Central, e as medidas propostas, se chanceladas, precisarão do aval da Câmara Legislativa do DF.
Este cenário surge em meio a investigações sobre indícios de gestão fraudulenta nas operações entre os bancos. O Ministério Público apura aportes de R$ 16,7 bilhões do BRB no Banco Master, e a Polícia Federal investiga a aquisição de carteiras de crédito problemáticas. A operação "Compliance Zero" já resultou no afastamento do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade urgente de soluções financeiras para o banco.