Brasil, Uruguai e Argentina intensificam a ratificação do acordo comercial Mercosul-UE, impulsionados por tensões comerciais e a busca por vantagens competitivas, enquanto a Europa enfrenta resistências internas.
Brasil, Uruguai e Argentina estão acelerando a ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, um movimento estratégico impulsionado por tensões comerciais globais e a busca por vantagens competitivas. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o tratado, que agora avança para o Senado, com o governo já planejando medidas de proteção ao agronegócio. Essa aceleração foi notável após o anúncio do presidente Donald Trump sobre o aumento das tarifas de importação dos EUA, evidenciando a urgência em diversificar parcerias comerciais.
Simultaneamente, o Uruguai viu seu Senado aprovar o projeto de lei por unanimidade, com a votação na Câmara dos Deputados prevista para esta quinta-feira. A Argentina, por sua vez, antecipou a votação definitiva no Senado para o mesmo dia, após já ter aprovado na Câmara, numa clara tentativa de ser o primeiro país a acessar as cotas de exportação. Enquanto isso, na Europa, o acordo enfrenta desafios, com a possibilidade de aplicação provisória pela Comissão Europeia, mas ainda aguardando análise do Tribunal de Justiça da UE e superando resistências políticas em nações como França e Polônia. O objetivo é criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas.