A Argentina ratificou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, tornando-se o segundo país do bloco a fazê-lo, após a aprovação no Senado com 69 votos a favor e 3 contra. Este passo segue a ratificação pioneira do Uruguai, que aprovou o tratado por unanimidade no Senado e por ampla maioria na Câmara dos Deputados. O acordo, que busca criar a maior área de livre comércio do mundo, eliminando tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral, continua a avançar na América do Sul, após 25 anos de negociações.
No Brasil, a Câmara dos Deputados já aprovou o tratado, que agora segue para o Senado, com o governo preparando medidas de proteção ao agronegócio. A tramitação acelerada nos países do Mercosul é impulsionada por tensões comerciais globais e a busca por vantagens competitivas. O acordo ainda necessita de ratificação do Paraguai e da União Europeia para entrar em vigor. Enquanto isso, o Parlamento Europeu suspendeu sua própria ratificação e enviou o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliação de legalidade, em meio a forte resistência e protestos do setor agropecuário europeu devido ao temor do impacto da entrada de produtos sul-americanos. Países como Alemanha e Espanha apoiam o tratado, mas a França se opõe, temendo impactos negativos para seus agricultores.
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