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Acordo UE-Mercosul: Brasil projeta acesso a 36% do comércio global e benefícios ao agronegócio

O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, assinado após 25 anos, promete expandir significativamente o comércio exterior brasileiro, especialmente no agronegócio, com acesso a 36% do comércio global.

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Foto: InfoMoney
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21/01 às 17:21 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi assinado no Paraguai após 25 anos de negociações.
  • A CNI estima que o Brasil terá acesso a 36% do comércio global com a efetivação do tratado.
  • O agronegócio brasileiro será beneficiado com a eliminação gradual de tarifas para 77% dos produtos agropecuários do Mercosul na UE.
  • Setores como café, frutas e óleos vegetais terão taxas zeradas, enquanto carnes bovina e de frango terão cotas com impostos menores.
  • O presidente Lula se reuniu com líderes da UE no Rio de Janeiro antes da assinatura, consolidando a posição do Brasil como principal negociador.

O tão aguardado acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi finalmente assinado no Paraguai, marcando um passo significativo para o comércio global. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que, com este tratado, o Brasil terá acesso a impressionantes 36% do comércio mundial, representando uma expansão substancial para o comércio exterior do país. O acordo, que levou 25 anos para ser concluído, é visto como um dos maiores do mundo, abrangendo 720 milhões de habitantes e 15% do PIB global.

Um dos setores mais beneficiados será o agronegócio brasileiro. O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas de importação para 77% dos produtos agropecuários do Mercosul na UE. Produtos como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais terão suas taxas zeradas, enquanto carnes bovina e de frango se beneficiarão de cotas com impostos reduzidos. Apesar das preocupações de produtores europeus e das salvaguardas aprovadas pela UE, o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos, deve consolidar sua posição, sendo a UE já o segundo maior cliente do agro brasileiro.

Antes da assinatura, o presidente Lula recebeu líderes da União Europeia, como Ursula von der Leyen e António Costa, no Rio de Janeiro. O encontro estratégico reforçou a posição do Brasil como principal negociador do acordo, garantindo uma "foto da vitória" em território nacional. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, destacou que o acordo trará vantagens mútuas, permitindo ao Brasil exportar manufaturados e importar bens de capital, impulsionando a economia e reduzindo a dependência de outros mercados.

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