O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, assinado após 25 anos, promete expandir significativamente o comércio exterior brasileiro, especialmente no agronegócio, com acesso a 36% do comércio global.
O tão aguardado acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul foi finalmente assinado no Paraguai, marcando um passo significativo para o comércio global. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que, com este tratado, o Brasil terá acesso a impressionantes 36% do comércio mundial, representando uma expansão substancial para o comércio exterior do país. O acordo, que levou 25 anos para ser concluído, é visto como um dos maiores do mundo, abrangendo 720 milhões de habitantes e 15% do PIB global.
Um dos setores mais beneficiados será o agronegócio brasileiro. O acordo prevê a eliminação gradual de tarifas de importação para 77% dos produtos agropecuários do Mercosul na UE. Produtos como café, frutas, peixes, crustáceos e óleos vegetais terão suas taxas zeradas, enquanto carnes bovina e de frango se beneficiarão de cotas com impostos reduzidos. Apesar das preocupações de produtores europeus e das salvaguardas aprovadas pela UE, o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos, deve consolidar sua posição, sendo a UE já o segundo maior cliente do agro brasileiro.
Antes da assinatura, o presidente Lula recebeu líderes da União Europeia, como Ursula von der Leyen e António Costa, no Rio de Janeiro. O encontro estratégico reforçou a posição do Brasil como principal negociador do acordo, garantindo uma "foto da vitória" em território nacional. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, destacou que o acordo trará vantagens mútuas, permitindo ao Brasil exportar manufaturados e importar bens de capital, impulsionando a economia e reduzindo a dependência de outros mercados.
G1 - Economia • 18 jan, 00:00
InfoMoney • 17 jan, 20:55
G1 Política • 16 jan, 00:00