O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia será votado diretamente no plenário do Senado, marcando a etapa final de análise no Brasil após mais de 25 anos de negociações.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia avançará diretamente para o plenário do Senado Federal, após o cancelamento da reunião da Comissão de Relações Exteriores (CRE). A decisão, anunciada pelo presidente da CRE, Nelsinho Trad, acelera a tramitação de um tratado negociado há mais de 25 anos, que busca estabelecer uma das maiores áreas de livre comércio globais, abrangendo mais de 700 milhões de pessoas. Esta etapa no Senado representa o último passo para a ratificação do acordo no Brasil, com os senadores votando o texto na íntegra, sem possibilidade de emendas.
Apesar do avanço, persistem preocupações, especialmente por parte da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em relação às salvaguardas impostas pela União Europeia para produtos agrícolas sensíveis. A UE estabeleceu gatilhos para investigar e suspender preferências tarifárias em caso de prejuízo à sua produção. Em resposta, o vice-presidente Geraldo Alckmin assegurou que o governo brasileiro regulamentará as salvaguardas nacionais antes da votação, mas sem replicar os gatilhos automáticos europeus, buscando equilibrar os interesses comerciais e a proteção da produção interna.