A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo UE-Mercosul, visando ratificação antecipada para garantir acesso prioritário a cotas de exportação sobre o Brasil, enquanto o texto segue para o Senado e aguarda análise na Europa.
A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou o acordo UE-Mercosul com 203 votos a favor e 42 contrários, um passo significativo para a ratificação do tratado. A medida, impulsionada pelo governo de Javier Milei, visa posicionar a Argentina como o primeiro país do Mercosul a ratificar integralmente o acordo, buscando garantir acesso prioritário a cotas de exportação de produtos agropecuários, como carne, em detrimento do Brasil. O texto agora segue para o Senado argentino, onde a aprovação é amplamente esperada, consolidando a estratégia argentina de obter vantagens competitivas.
Este movimento argentino coloca pressão sobre o Brasil, onde a Câmara dos Deputados deve iniciar o debate sobre a ratificação apenas no dia 24. Na Europa, o Parlamento Europeu encaminhou o tratado para análise do Tribunal de Justiça, embora o capítulo comercial possa ser aplicado provisoriamente pela Comissão Europeia. O acordo, fruto de 25 anos de negociações, tem como objetivo criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e fortalecer a posição geopolítica de sul-americanos e europeus.