O banqueiro Daniel Vorcaro não comparecerá à CPI do INSS nem à CAE, amparado por decisão do STF. Contudo, o ministro André Mendonça reverteu decisão anterior, determinando o envio de dados sigilosos à PF e à CPI para investigação de fraudes.
O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, confirmou que não comparecerá para depor na CPI do INSS nem na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A decisão de Vorcaro segue uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que desobrigou o comparecimento do banqueiro, considerando-o facultativo por ele ser investigado, e desautorizou o uso de avião particular para seu deslocamento a Brasília. Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar em Belo Horizonte, havia sido preso preventivamente na Operação Compliance Zero por risco de evasão. A antecipação do depoimento de Vorcaro na CPI do INSS, originalmente marcado para 26 de fevereiro, gerou atrito com a CAE, que também aguardava o banqueiro.
No entanto, em um desdobramento crucial, o ministro André Mendonça reverteu uma decisão anterior e determinou a devolução do acesso aos dados de quebra de sigilo de Vorcaro à CPI do INSS. Esses dados deverão ser enviados primeiramente à Polícia Federal, que investiga as fraudes no Banco Master, e posteriormente compartilhados com a comissão. O presidente da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, celebrou a medida como uma "vitória da transparência", reforçando o compromisso da comissão em aprofundar as investigações. A CPI planejava cobrar explicações de Daniel Vorcaro sobre seus encontros com o ministro Dias Toffoli, relator de uma investigação sobre o Banco Master, e sobre a atuação do banco em empréstimos consignados.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) intensificou o debate ao acusar o Centrão de manobrar para esvaziar o depoimento de Daniel Vorcaro na CAE. Segundo Calheiros, a antecipação do depoimento para a CPI do INSS, focada em empréstimos consignados, visava reduzir o impacto de uma investigação mais abrangente que seria conduzida pela CAE sobre a atuação do Banco Master, investigado por suspeita de fraude bilionária. Calheiros apontou Artur Lira, Hugo Motta e Ciro Nogueira como alvos de sua crítica, embora Lira tenha rebatido as acusações, atribuindo-as a uma briga regional com o senador. Renan defende uma investigação mais aprofundada e abrangente do caso na CAE.
A CPI do INSS foca em contratos de empréstimos consignados do Banco Master que foram suspensos pelo INSS devido à falta de comprovação da anuência dos aposentados. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, revelou que 251 mil dos 324 mil contratos do Banco Master não possuíam os documentos exigidos. As investigações preliminares apontam para fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões. Adicionalmente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) enviou à CPI do INSS um documento detalhando reclamações contra instituições financeiras sobre crédito consignado, onde o Banco Master aparece como a 21ª instituição com mais reclamações entre 2019 e 2025, com 5.665 registros. Em 2025, o Banco Master registrou 2.472 reclamações, superando grandes bancos em contestações sobre consignado. Vorcaro, cujo banco foi liquidado pelo Banco Central em novembro, é investigado na Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que apura gestão temerária e formação de carteiras de crédito sem lastro.
Agência Brasil - EBC • 20 fev, 17:57
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