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CPMI do INSS adia depoimento de Daniel Vorcaro e Toffoli libera dados do Banco Master

A CPMI do INSS adiou o depoimento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para 19 de fevereiro, enquanto o ministro Toffoli liberou parte do inquérito sobre os 250 mil empréstimos consignados sem comprovação documental.

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Foto: G1 Política
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01/02 às 22:00 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à CPMI do INSS foi adiado para 19 de fevereiro, após pedido da defesa por problemas de saúde e compromisso de não solicitar habeas corpus.
  • O ministro Dias Toffoli concordou com a oitiva de Vorcaro e prometeu compartilhar parte do inquérito do Banco Master com a comissão.
  • A CPMI investiga cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master suspensos pelo INSS por falta de documentação, resultando no bloqueio de R$ 2 bilhões em repasses.
  • O INSS cobrou três vezes a documentação comprobatória dos empréstimos, mas o Banco Master não a apresentou, levando ao bloqueio dos repasses em novembro de 2025.
  • Documentos internos do INSS indicam uma "expansão agressiva" do Banco Master e falha em apresentar lastro documental para os empréstimos, levantando dúvidas sobre a validade do consentimento dos beneficiários.
  • No lugar de Vorcaro, a CPMI ouvirá o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, para discutir os créditos consignados.
  • O Banco Master lidera as reclamações de crédito consignado em 2024, segundo a Senacon, e é a 8ª instituição com mais queixas sobre consignados em 2025.

A CPMI do INSS adiou o depoimento de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para o dia 19 de fevereiro, após o Carnaval. A decisão veio após um pedido da defesa de Vorcaro, que alegou problemas de saúde, e um compromisso de não entrar com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, havia solicitado ao ministro Dias Toffoli a liberação de Vorcaro para depor, considerado crucial nas investigações sobre fraudes em empréstimos consignados. Em reunião com Toffoli, o ministro concordou com a oitiva de Vorcaro e se comprometeu a compartilhar parte do inquérito do Banco Master com a comissão, superando um impasse anterior onde dados sigilosos do banqueiro e do banco estavam sob sigilo total.

A CPMI investiga cerca de 250 mil contratos de empréstimos consignados do Banco Master que foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação documental, levando ao bloqueio de R$ 2 bilhões em repasses. O INSS cobrou a documentação por três vezes, mas o banco não a apresentou, resultando no bloqueio dos repasses em novembro de 2025. Documentos internos do INSS apontam para uma "expansão agressiva" do Banco Master e a falha em apresentar o lastro documental necessário, o que levanta questões sobre a validade do consentimento dos beneficiários. A defesa de Vorcaro, no entanto, afirma que o Banco Master sempre agiu em conformidade com as normas do INSS, que concedeu um novo prazo para a apresentação dos documentos, com expectativa de reavaliação em 15 dias.

Enquanto aguarda Vorcaro, a comissão ouvirá o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, sobre o tema dos créditos consignados. O Banco Master tem sido alvo de diversas reclamações, liderando as queixas de crédito consignado em 2024 e sendo a 8ª instituição com mais reclamações específicas sobre consignados em 2025, conforme dados da Senacon.

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