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Morte do cão Orelha gera protestos nacionais e debate sobre maioridade penal

A morte do cão Orelha em Florianópolis, após agressões de adolescentes, mobilizou protestos nacionais por justiça, redução da maioridade penal e debate sobre impunidade.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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01/02 às 15:27 · atualizado há 5m

Pontos principais

  • Protestos foram realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis pedindo justiça pela morte do cão Orelha.
  • A mobilização contou com a presença de figuras públicas como a primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, e a ativista Luisa Mell.
  • Além da punição pelos agressores, manifestantes também defendem a redução da maioridade penal, já que os suspeitos são quatro adolescentes.
  • O cão Orelha morreu em janeiro após sofrer agressões graves na cabeça, que resultaram em eutanásia.
  • Manifestantes criticaram a tentativa dos pais dos agressores de minimizar a seriedade do ato e a percepção de privilégio social e racial dos jovens.

A morte do cão Orelha, ocorrida em janeiro em Florianópolis após agressões severas, desencadeou uma onda de protestos e manifestações em diversas cidades brasileiras. Centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, e em outros locais como Rio de Janeiro e Florianópolis, para exigir justiça pelo animal e debater a redução da maioridade penal, uma vez que quatro adolescentes são os principais suspeitos do crime. A mobilização contou com a presença de artistas, ativistas e políticos, incluindo a primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, e a ativista Luisa Mell.

Os manifestantes, muitos vestindo preto e camisetas com a imagem do cão, não apenas clamam por punição aos agressores, mas também levantam a preocupação com a impunidade em casos de crueldade animal. A Polícia Civil de Santa Catarina investiga os adolescentes, e há indícios de que casos semelhantes de ataques a cães em outros estados possam estar ligados a grupos de ódio online. Críticas foram direcionadas à tentativa dos pais dos agressores de minimizar o ato e à percepção de privilégio social e racial dos jovens, enquanto a instituição Ampara Animal alerta para a relação entre a violência contra animais e a praticada contra mulheres.

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