A morte do cão Orelha em Florianópolis, após agressões de adolescentes, mobilizou protestos nacionais por justiça, redução da maioridade penal e debate sobre impunidade.
A morte do cão Orelha, ocorrida em janeiro em Florianópolis após agressões severas, desencadeou uma onda de protestos e manifestações em diversas cidades brasileiras. Centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, e em outros locais como Rio de Janeiro e Florianópolis, para exigir justiça pelo animal e debater a redução da maioridade penal, uma vez que quatro adolescentes são os principais suspeitos do crime. A mobilização contou com a presença de artistas, ativistas e políticos, incluindo a primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, e a ativista Luisa Mell.
Os manifestantes, muitos vestindo preto e camisetas com a imagem do cão, não apenas clamam por punição aos agressores, mas também levantam a preocupação com a impunidade em casos de crueldade animal. A Polícia Civil de Santa Catarina investiga os adolescentes, e há indícios de que casos semelhantes de ataques a cães em outros estados possam estar ligados a grupos de ódio online. Críticas foram direcionadas à tentativa dos pais dos agressores de minimizar o ato e à percepção de privilégio social e racial dos jovens, enquanto a instituição Ampara Animal alerta para a relação entre a violência contra animais e a praticada contra mulheres.