O caso do cão Orelha, agredido por adolescentes, motivou a apresentação de três novas propostas no Senado Federal para combater a crueldade animal e reacendeu o debate sobre a maioridade penal.
O trágico caso do cão Orelha, que resultou em sua eutanásia após agressões por adolescentes, gerou uma onda de indignação que impulsionou a apresentação de três novas propostas no Senado Federal contra a crueldade animal. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comprometeu-se a dar celeridade à tramitação desses projetos, refletindo a urgência do tema na agenda legislativa. As iniciativas incluem a proposta da senadora Soraya Thronicke de avaliação psicológica para adolescentes agressores e educação para os pais, e os projetos dos senadores Humberto Costa e Bruno Bonetti, que visam aumentar as penas para maus-tratos e criar um cadastro nacional de condenados.
Além das propostas legislativas, o caso Orelha reacendeu o debate sobre a maioridade penal, com o deputado Mendonça Filho considerando incluir a crueldade animal na discussão sobre sua redução para 2028. Paralelamente, a Comissão de Direitos Humanos já aprovou um projeto que proíbe o uso de coleiras de choque elétrico e enforcadoras, demonstrando um movimento mais amplo em direção à proteção animal no país.