A Polícia Civil de SC concluiu a investigação da morte do cão Orelha, pedindo a internação de um adolescente identificado por tecnologia e imagens, enquanto a defesa contesta as provas.
A Polícia Civil de Santa Catarina encerrou a investigação sobre a morte do cão Orelha, um caso que chocou a comunidade. A apuração resultou no pedido de internação de um dos quatro adolescentes diretamente envolvidos no ataque que causou a morte do animal. A identificação do jovem foi possível após análise de mil horas de filmagens de 14 câmeras, depoimentos de 24 testemunhas e o uso de tecnologia avançada, incluindo um software francês para localização de celular e um software israelense para recuperação de dados. As imagens e a tecnologia foram cruciais para comprovar a presença do adolescente no local do crime, apesar de sua negação. Além disso, três adultos, parentes dos agressores, foram indiciados pelo crime de coação de testemunha, evidenciando tentativas de esconder evidências e interferir no processo investigativo. O cão Orelha, de aproximadamente 10 anos, faleceu em decorrência de uma pancada contundente na cabeça.
Durante a investigação, o adolescente com pedido de internação chegou a viajar para a Disney nos EUA após o incidente e foi abordado no aeroporto ao retornar. A defesa do jovem, no entanto, contesta as provas, alegando que são circunstanciais, que não teve acesso integral aos autos e que o caso está politizado. Paralelamente, a polícia também atuou no caso do cão Caramelo, onde quatro adolescentes foram representados por tentativa de afogamento, e o animal foi posteriormente adotado pelo delegado-geral, destacando a atuação das autoridades em casos de maus-tratos a animais.
Agência Brasil - EBC • 4 fev, 15:45
InfoMoney • 4 fev, 12:14
Agência Brasil - EBC • 4 fev, 09:06