O que é o YouTube
O YouTube é uma plataforma de compartilhamento e transmissão de vídeos, fundada em 14 de fevereiro de 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, ex-funcionários do PayPal. A sede fica em San Bruno, na Califórnia. É uma subsidiária da Alphabet - Google desde 2006, e o diretor-executivo é Neal Mohan, nomeado em 16 de fevereiro de 2023 para suceder Susan Wojcicki.
O serviço reúne vídeos longos, os Shorts (formato vertical curto que concorre com o TikTok e com os Reels do Instagram), transmissões ao vivo e uma área para crianças, o YouTube Kids. Os criadores publicam e gerenciam os canais no YouTube Studio.
Quanto o YouTube paga
O YouTube remunera criadores pelo Programa de Parcerias. Segundo a página de ajuda da empresa, a receita com anúncios exige 1.000 inscritos e 4.000 horas públicas de exibição de vídeos longos nos últimos 365 dias, ou 10 milhões de visualizações de Shorts nos últimos 90 dias. O criador também precisa ter 18 anos ou contar com um adulto que gerencie os pagamentos pelo AdSense, viver em um país onde o programa existe e seguir as diretrizes de conteúdo adequado para anunciantes.
Em outubro de 2026, a plataforma anunciou uma atualização no algoritmo de recomendação dos Shorts para reduzir o alcance de canais que republicam vídeos de terceiros sem edição relevante. Vídeos de reação e de análise não são afetados, segundo a empresa. A mudança é distinta das regras do programa, que já restringiam a monetização de conteúdo reaproveitado.
História
- 2005: criação do site, com o domínio ativado em 15 de fevereiro.
- 2006: o Google anunciou a compra em 9 de outubro, por US$ 1,65 bilhão em ações, e a operação foi concluída em novembro.
- 2012: o YouTube venceu o processo da Viacom por vídeos protegidos por direitos autorais, depois que um tribunal de apelação decidiu que a plataforma não era responsável.
- 2021: a contagem pública de "não gostei" (dislikes) foi ocultada.
- 2023: Neal Mohan assume o comando.
Números
Em janeiro de 2024, a Wikipédia registrava mais de 2,7 bilhões de usuários ativos por mês. Em 2025, a receita do YouTube foi de cerca de US$ 60 bilhões, dos quais US$ 40,4 bilhões em publicidade, segundo a mesma enciclopédia. Em 2024, a receita publicitária havia sido de US$ 36,15 bilhões, segundo dados divulgados pela imprensa especializada.
YouTube no Brasil
A versão brasileira do site foi lançada em 19 de junho de 2007. Em janeiro de 2007, uma decisão da Justiça de São Paulo, ligada a um vídeo da modelo Daniella Cicarelli, levou a Brasil Telecom a bloquear o acesso ao site, que voltou ao ar no dia seguinte depois de o juiz esclarecer que apenas o vídeo deveria ser retirado.
Segundo a Comscore, o YouTube tem a maior audiência mensal entre as plataformas sociais no país, com 144 milhões de usuários. O Think with Google Brasil fala em 120 milhões de brasileiros por mês. Em abril de 2025, o evento Brandcast indicou mais de 80 milhões de usuários mensais na TV conectada no Brasil.
Em 5 de maio de 2026, o Ministério da Justiça publicou a Portaria nº 871, que classificou o YouTube como não recomendado para menores de 16 anos, elevando a faixa de 14 anos. O ministério citou conteúdos de violência extrema, sexo e nudez e apologia ao uso de drogas, além de mecanismos algorítmicos de interatividade. O Google teve dez dias para pedir reconsideração, e o governo afirmou que a medida não é censura.
Notícias recentes: outubro de 2026
- Regras para crianças. Em 20 de outubro, o YouTube notificou criadores brasileiros de que a monetização de vídeos que exploram de forma habitual a imagem ou a rotina de crianças e adolescentes passa a depender de autorização judicial prévia, conforme o artigo 34 do Decreto nº 12.880, no âmbito do ECA Digital.
- Ação na Austrália. Também em 20 de outubro, o governo australiano informou que a comissária de eSafety pretende processar Meta, TikTok, Snapchat e YouTube por suposto descumprimento da lei que proíbe redes sociais para menores de 16 anos.
- Publicidade da TV. Em 21 de outubro, no evento YouTube Fair, a plataforma apresentou projetos de 2027 feitos com criadores e produtoras, em que o YouTube financia ou coproduz conteúdo e os direitos ficam com os criadores. O movimento disputa verbas que tradicionalmente iam para a TV aberta.
- Botão de não gostei. Em 21 de outubro surgiram relatos de um teste que move o botão para o menu de três pontos. Em 22 de outubro, o YouTube disse que a mudança vale só para criadores e que não testa ocultar o botão para o público geral.
- Feeds com inteligência artificial. Em 23 de outubro, a plataforma liberou nos Estados Unidos feeds personalizados criados por prompt na aba Início, com limite de três para contas gratuitas e oito para assinantes Premium. O recurso só funciona em inglês.
- Audiolivros. Em 19 de outubro, circulou a informação de que o YouTube negocia com editoras para incluir audiolivros no Premium a partir de 2027.
- Selo de inteligência artificial na música. Entre 14 e 19 de outubro, o YouTube Music passou a exibir o selo "Feito com I.A." em faixas com elementos criados ou alterados por ferramentas de IA.
- Codec AV2. Em 26 de outubro, o YouTube informou que adotará o codec AV2 a partir de 2027, começando pela versão web. O AV1, antecessor, já cobre mais de 90% do catálogo.
- Interface. Em 8 de outubro, o YouTube testava uma interface web com comentários em coluna lateral, o que gerou críticas de usuários.
- Ask YouTube. Em 13 de outubro, a busca conversacional com IA chegou ao celular nos Estados Unidos.
- Concorrência. Em 26 de outubro, o Instagram começou a testar vídeos horizontais de até 90 minutos, em disputa direta com o YouTube.
Polêmicas
Em 2019, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos multou o YouTube em US$ 170 milhões por coletar dados de menores de 13 anos. Em 2022, a plataforma removeu canais estatais russos após a invasão da Ucrânia, e tribunais russos multaram o Google depois disso. Em setembro de 2025, a Alphabet disse que reintegraria criadores banidos por desinformação sobre a covid-19 e sobre a eleição americana de 2020.
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