A Procuradoria-Geral da República (PGR) definiu o mês de julho como o prazo final para a conclusão das negociações de delação premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A medida visa blindar o processo de colaboração contra possíveis interferências do contexto eleitoral. As tratativas foram retomadas após a rejeição de uma proposta anterior, em um cenário onde investigadores apontam inconsistências entre as declarações do colaborador e as informações colhidas na Operação Compliance Zero. O rigor nas negociações foi reforçado por uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência de Vorcaro para uma cela comum. Para que o acordo seja firmado, a defesa deverá apresentar provas inéditas e relevantes, capazes de agregar valor substancial às evidências já reunidas pela Polícia Federal durante as investigações.
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