Juan Pablo Guanipa, líder opositor venezuelano, foi detido novamente horas após sua libertação e agora está em prisão domiciliar em Maracaibo, com a Procuradoria-Geral alegando descumprimento de condições, em meio a outras solturas sob pressão dos EUA.
O líder da oposição venezuelana Juan Pablo Guanipa foi detido novamente em Caracas por homens armados horas depois de ter sido libertado da prisão, onde esteve detido por quase nove meses. A denúncia foi feita por seu filho, Ramón Guanipa, e pela líder opositora María Corina Machado, que exigiram a libertação imediata de seu aliado. A Procuradoria-Geral da Venezuela confirmou a nova detenção de Guanipa, alegando que ele descumpriu as condições de sua medida cautelar. Horas depois, Ramón Guanipa confirmou que seu pai foi colocado em prisão domiciliar em Maracaibo, expressando alívio e agradecendo ao governo dos EUA, mas ressaltando que prisão domiciliar ainda é prisão e pedindo a liberdade plena de seu pai e de todos os presos políticos.
Guanipa havia sido solto mais cedo no mesmo dia, após passar dez meses escondido antes de ser detido em maio de 2025 sob acusações de conspiração, terrorismo e lavagem de dinheiro, sendo considerado um preso político do regime chavista por questionar os resultados das eleições de 2024. O partido Primeiro Justiça responsabilizou Delcy Rodríguez, Jorge Rodríguez e Diosdado Cabello pela nova detenção. As libertações de Guanipa e de outros opositores, como o advogado Perkins Rocha, ocorrem em um contexto de pressão internacional, especialmente dos Estados Unidos, e às vésperas da votação de uma lei de anistia geral. Segundo o Foro Penal, 11 presos políticos foram libertados neste domingo, elevando o total para 383 desde 8 de janeiro. Líderes da oposição celebram as solturas, mas criticam a lentidão do processo e exigem a liberdade plena e incondicional de todos os detidos.
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