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Eduardo Leite

Eduardo Leite (PSD) é o governador do Rio Grande do Sul, no cargo de 2019 a 2022 e desde 2023, e o primeiro reeleito na história do estado. Ex-prefeito de Pelotas, deixou o PSDB em 2025 e foi preterido pelo PSD, que escolheu Ronaldo Caiado para a Presidência em 2026. Não disputou a eleição de 2026; o candidato de seu grupo, Gabriel Souza, ficou em terceiro, e Luciano Zucco (PL), eleito em 4 de outubro, assume o governo em 6 de janeiro de 2027.

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Foto: Vitor Rosa/Governo RS / CC BY-SA 4.0

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Quem é Eduardo Leite

Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite é o governador do Rio Grande do Sul, filiado ao PSD, no cargo até 5 de janeiro de 2027, quando entrega o governo a Luciano Zucco (PL), eleito em 4 de outubro de 2026.

  • Nascimento: 10 de março de 1985, em Pelotas (RS).
  • Formação: bacharel em direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com estudos em políticas públicas na Universidade Columbia, em Nova York, e mestrado em gestão pública na Fundação Getulio Vargas (FGV).
  • Cargos: vereador e presidente da Câmara de Pelotas, prefeito de Pelotas (2013–2016) e governador do Rio Grande do Sul de 2019 a 2022 e desde 2023.
  • Marcas: governador mais jovem do país quando eleito, em 2018, aos 33 anos; primeiro governador brasileiro a se declarar gay, em 2021; primeiro governador gaúcho reeleito, em 2022.

Partido: do PSDB ao PSD

Leite filiou-se ao PSDB em 2001 e ficou no partido por 24 anos. Presidiu o diretório gaúcho a partir de novembro de 2017 e o diretório nacional a partir de 27 de janeiro de 2023. Em 11 de setembro de 2023, uma decisão de primeira instância do Tribunal de Justiça do Distrito Federal o afastou da presidência e mandou o partido fazer nova eleição; em 30 de novembro de 2023, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo foi eleito presidente nacional do PSDB.

Em abril de 2025, Leite anunciou a saída do PSDB. Em 9 de maio de 2025, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), em ato na direção nacional do partido, em São Paulo, articulado pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.

Eduardo Leite na eleição de 2026

Leite não disputou cargo em 2026. A Constituição permite uma única reeleição consecutiva para governador, e ele já havia sido reeleito em 2022.

  • Pré-candidatura à Presidência: no começo de 2026, Leite era um dos três nomes do PSD para o Planalto, ao lado de Ronaldo Caiado e de Ratinho Júnior. Em 28 de janeiro de 2026, disse que o partido escolheria o candidato pelo diálogo, e não por prévias. Recebeu o apoio público dos economistas Armínio Fraga e Pérsio Arida.
  • Preterido pelo partido: Ratinho Júnior desistiu em março de 2026, e em 30 de março Kassab anunciou Caiado como candidato do PSD. Em abril, Leite pediu desculpas a Caiado por não tê-lo cumprimentado pela escolha. Em agosto, Caiado disse que pretendia ter Leite e Ratinho Júnior em um eventual governo.
  • Sucessão no Rio Grande do Sul: o grupo de Leite lançou o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com Ernani Polo (PSD) como vice. Em 4 de outubro de 2026, Souza ficou em terceiro, com 510.698 votos (8,43% dos válidos). Zucco venceu no primeiro turno, com 58,07%, à frente de Juliana Brizola (PDT), com 31,66%.
  • Segundo turno presidencial: em 6 de outubro de 2026, Leite disse tender à neutralidade na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ao votar em Pelotas, em 25 de outubro, criticou os dois candidatos e disse ter escolhido o "mal menor", sem revelar o voto.
  • Transição: em 9 de outubro de 2026, Leite e Zucco fizeram a primeira reunião de transição no Palácio Piratini.

Eduardo Leite é de direita ou de esquerda?

Leite se define como social-democrata e liberal. Defende que o Estado regule e promova políticas sociais para reduzir a desigualdade, com maior participação do setor privado na economia, e se declara "progressista nos costumes". Em 2012, defendeu o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização da maconha; em 2021, apoiou a adoção do parlamentarismo e uma reforma política que reduzisse o número de partidos.

No segundo turno de 2018, declarou apoio crítico a Jair Bolsonaro. Em 2022, recebeu no segundo turno o apoio do PT gaúcho contra Onyx Lorenzoni (PL), sem declarar voto em Lula. Na eleição de 2026, o PSD o apresentava como parte de uma alternativa de centro-direita, e ele se manteve neutro entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Roda Viva | Eduardo Leite | 20/05/2024

Primeiro mandato (2019–2022)

Leite assumiu em 1º de janeiro de 2019, com déficit previsto de R$ 6,9 bilhões para aquele ano. A agenda foi de ajuste fiscal e venda de estatais:

  • Reforma RS: pacote de novembro de 2019 que mudou o estatuto, a carreira, a remuneração e a aposentadoria dos servidores, sob protestos e greves do funcionalismo.
  • Privatizações: a CEEE-D foi leiloada em março de 2021 para a Equatorial Energia; a CEEE-T, em julho de 2021, para a CPFL, por R$ 2,6 bilhões; a Sulgás, em outubro de 2021, para a Compass, do grupo Cosan, por R$ 927 milhões. A Corsan também entrou no programa de desestatização.
  • Código Ambiental: aprovado pela Assembleia e promulgado no início de 2020, alterou 480 pontos da lei anterior e foi criticado pela oposição e por grupos ambientais como retrocesso.
  • Teto de gastos: em dezembro de 2021, a Assembleia aprovou um limite de despesas do estado para dez anos.

Em março de 2022, Leite renunciou ao governo para tentar disputar a Presidência; o vice, Ranolfo Vieira Júnior, assumiu. Sem a candidatura presidencial, Leite concorreu de novo ao governo.

Segundo mandato (2023–2026)

Em 2022, Leite passou ao segundo turno com cerca de 2 mil votos à frente de Edegar Pretto (PT) e venceu Onyx Lorenzoni (PL) com 57,12% dos votos válidos. Gabriel Souza (MDB) foi o vice.

  • Enchentes de 2024: no começo de maio de 2024, Leite comandou o governo durante as maiores enchentes da história do estado e decretou estado de calamidade pública. O pagamento da dívida do estado com a União foi suspenso por três anos.
  • Contas e promessas: segundo levantamento do g1 de julho de 2026, Leite cumpriu 25 das 39 promessas da campanha de 2022, com superávits sucessivos desde 2023, mas sem zerar a fila de cirurgias eletivas.
  • Aprovação: pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro de 2026 apontou 52% de aprovação e 38% de desaprovação do governo.

Trajetória antes do governo

Foto: Gustavo Vara / domínio público

Filho da professora Eliane Cavalheiro e do advogado José Luiz Cavalheiro Leite, Leite foi presidente do grêmio estudantil do Colégio São José, em Pelotas. Em 2004, aos 19 anos, concorreu a vereador e ficou como primeiro suplente. Trabalhou como assessor e secretário interino na prefeitura de Bernardo de Souza e foi chefe de gabinete do prefeito Fetter Júnior.

Eleito vereador em 2008, presidiu a Câmara Municipal de Pelotas de 2011 a 2013. Em 2012, foi eleito prefeito com 57,15% dos votos no segundo turno, tornando-se o prefeito mais jovem da história da cidade. Em maio de 2016, com 60% de aprovação, anunciou que não disputaria a reeleição, por ser contra o instituto; a vice, Paula Mascarenhas, foi eleita no primeiro turno.

Depois da prefeitura, estudou na Universidade Columbia. Em 2018, foi eleito governador no segundo turno contra José Ivo Sartori (MDB), com 53,62% dos votos válidos. Em novembro de 2021, perdeu as prévias presidenciais do PSDB para João Doria, por 53,99% a 44,66%.

Vida pessoal

Leite declarou ser gay em julho de 2021, em entrevista ao programa Conversa com Bial: "Eu sou gay, eu sou gay. E sou um governador gay, não sou um gay governador". O namorado é o médico pediatra capixaba Thalis Bolzan, que o acompanhou na posse do segundo mandato, em 1º de janeiro de 2023.

Linha do tempo

  • 10 de março de 1985: nasce em Pelotas (RS).
  • 2001: filia-se ao PSDB.
  • 2008: eleito vereador de Pelotas; presidiu a Câmara de 2011 a 2013.
  • 28 de outubro de 2012: eleito prefeito de Pelotas; governa de 2013 a 2016.
  • 28 de outubro de 2018: eleito governador do Rio Grande do Sul.
  • Julho de 2021: declara-se gay no programa Conversa com Bial.
  • Novembro de 2021: perde as prévias presidenciais do PSDB para João Doria.
  • Março de 2022: renuncia ao governo para tentar a Presidência.
  • 30 de outubro de 2022: reeleito governador, o primeiro na história do estado.
  • 27 de janeiro de 2023: assume a presidência nacional do PSDB, da qual é afastado por decisão judicial em setembro.
  • Maio de 2024: decreta calamidade pública nas enchentes do Rio Grande do Sul.
  • 9 de maio de 2025: filia-se ao PSD.
  • 30 de março de 2026: o PSD escolhe Ronaldo Caiado como candidato à Presidência.
  • 4 de outubro de 2026: Luciano Zucco (PL) é eleito governador no primeiro turno; Gabriel Souza, candidato do grupo de Leite, fica em terceiro.
  • 25 de outubro de 2026: vota em Pelotas no segundo turno presidencial e diz ter escolhido o "mal menor".
  • 5 de janeiro de 2027: fim do mandato; Zucco toma posse em 6 de janeiro.

Perguntas frequentes

Qual é o partido de Eduardo Leite?

Eduardo Leite é filiado ao PSD desde 9 de maio de 2025. Antes, ficou 24 anos no PSDB, que presidiu nacionalmente em 2023.

Eduardo Leite é candidato em 2026?

Não. Leite não disputou cargo na eleição de 2026: foi preterido pelo PSD na escolha do candidato à Presidência e não podia concorrer de novo ao governo gaúcho.

Eduardo Leite pode se reeleger governador em 2026?

Não. A Constituição permite uma única reeleição consecutiva, e Leite já foi reeleito em 2022. O mandato termina em 5 de janeiro de 2027.

Quem vai suceder Eduardo Leite no governo do Rio Grande do Sul?

Luciano Zucco (PL), eleito em 4 de outubro de 2026 no primeiro turno, com 58,07% dos votos válidos. A posse é em 6 de janeiro de 2027.

Eduardo Leite é de direita ou de esquerda?

Leite se define como social-democrata e liberal na economia e "progressista nos costumes". O PSD o apresentava como nome de centro-direita.

Eduardo Leite tem namorado?

Sim. Leite namora o médico pediatra Thalis Bolzan; o relacionamento se tornou público em 2021.

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