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BlackRock

A BlackRock é a maior gestora de investimentos do mundo, com US$ 15,5 trilhões sob gestão em 30 de setembro de 2026. Fundada em 1988 e comandada por Larry Fink, é dona dos ETFs iShares e da plataforma Aladdin, e aparece entre os maiores acionistas de milhares de empresas, inclusive B3 e Bradesco. Em outubro de 2026, registrou captação trimestral recorde de US$ 205 bilhões; o ESG e a concentração de poder seguem no centro das críticas.

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Foto: Ajay Suresh / CC BY 4.0

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Visão geral

A BlackRock é a maior gestora de investimentos do mundo, com US$ 15,5 trilhões em ativos sob gestão em 30 de setembro de 2026. Fundada em 1988 em Nova York, é comandada desde a origem por Larry Fink, presidente do conselho e CEO. A empresa administra dinheiro de fundos de pensão, governos, seguradoras e pessoas físicas, e é dona dos iShares, sua família de fundos de índice negociados em bolsa (ETFs).

Por investir em nome dos clientes, a BlackRock aparece entre os maiores acionistas de milhares de empresas, inclusive brasileiras como B3, Bradesco e Lojas Renner. Essa escala explica tanto a influência que lhe atribuem quanto as críticas que recebe, à direita e à esquerda. Em 14 de outubro de 2026, a gestora divulgou um trimestre recorde de captação, com US$ 205 bilhões em novos recursos.

História

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How BlackRock Became The World's Largest Asset Manager

A BlackRock nasceu em 1988 dentro do Blackstone Group, que deu a Fink e a sete sócios, entre eles Robert Kapito e Susan Wagner, uma linha de crédito de US$ 5 milhões em troca de metade do negócio. O grupo vinha do First Boston, onde Fink chefiava a área de títulos hipotecários. Em 1986, o departamento dele perdeu US$ 100 milhões ao errar a aposta nos juros, experiência que, segundo ele, o levou a criar uma gestora centrada em controle de risco.

A empresa adotou o nome BlackRock em 1992, separou-se do Blackstone em 1994 e abriu o capital na Bolsa de Nova York em 1º de outubro de 1999, a US$ 14 por ação. Em 2009, comprou do Barclays a Barclays Global Investors, dona dos iShares, por US$ 13,5 bilhões. Na crise de 2008, o Tesouro e o Federal Reserve dos EUA contrataram a BlackRock Solutions para avaliar e desmontar ativos tóxicos herdados do Bear Stearns e da AIG.

Nos últimos anos, a gestora avançou sobre mercados privados: anunciou em janeiro de 2024 a compra da Global Infrastructure Partners (GIP) por US$ 12,5 bilhões, comprou a provedora de dados Preqin e concluiu em 1º de julho de 2025 a aquisição da HPS Investment Partners, de crédito privado.

Quem é o dono e quem comanda

Foto: Kena Betancur/Comissão Europeia / CC BY 4.0

A BlackRock é uma empresa de capital aberto, listada na Bolsa de Nova York. Larry Fink, nascido em Los Angeles em 2 de novembro de 1952, é cofundador, CEO e presidente do conselho; Robert Kapito, também cofundador, é o presidente da empresa, e o suíço Philipp Hildebrand é vice-presidente do conselho. A sede fica no edifício 50 Hudson Yards, em Manhattan, e a empresa tinha 24.900 funcionários em 2025.

Fink é um dos executivos mais influentes de Wall Street. Em 2025, a revista Time o incluiu entre as 100 pessoas mais influentes do ano, e ele passou a copresidir o conselho do Fórum Econômico Mundial. A Forbes estimava sua fortuna em cerca de US$ 1,2 bilhão em abril de 2024.

Quanto dinheiro a BlackRock administra

Em 30 de setembro de 2026, os ativos sob gestão somavam US$ 15,5 trilhões, contra US$ 15,3 trilhões no fim de junho. Esse dinheiro não pertence à BlackRock: é de clientes que pagam taxas para que ela o aplique. A empresa ganha com essas taxas, com taxas de performance e com a venda de tecnologia.

No terceiro trimestre de 2026, a captação líquida foi de US$ 205 bilhões, um recorde. O lucro líquido pelo critério contábil GAAP foi de US$ 1,659 bilhão, alta de 25% sobre o mesmo período de 2025, e a receita subiu 19%.

iShares e Aladdin

Os iShares são os ETFs da BlackRock: fundos que replicam um índice, como o S&P 500 ou o Ibovespa, e são negociados em bolsa como uma ação, com taxas baixas.

O Aladdin (sigla em inglês para rede de investimentos em ativos, passivos, dívida e derivativos) é a plataforma de tecnologia da BlackRock. Faz gestão de carteiras, análise de risco, negociação e contabilidade, e é vendido a outros investidores institucionais, que o usam para administrar o próprio dinheiro. Em setembro de 2026, a Anthropic anunciou parceria com a BlackRock para aplicar inteligência artificial à análise de mercados de capitais.

BlackRock no Brasil

A BlackRock Brasil Gestora de Investimentos administra no país o BOVA11, o iShares Ibovespa, ETF que replica o Ibovespa, negociado desde 19 de novembro de 2008, com taxa de administração de 0,10% ao ano. O CEO no Brasil, Bruno Barino, disse em setembro de 2026 que a gestora vai lançar ETFs de renda fixa no país e projeta crescer 30% até 2027.

Como acionista, a gestora passou de 10% das ações ordinárias da B3 em julho de 2026 e da mesma marca na Lojas Renner em agosto. Em outubro, informou deter 10,06% das ações preferenciais do Bradesco, 5,04% da Usiminas e 5,01% da Azzas 2154, dona da Arezzo e da Hering. Nos comunicados, a BlackRock afirma que as participações têm objetivo "estritamente de investimento", sem interferir no controle das empresas.

Polêmicas

Foto: Felton Davis / CC BY 2.0

A BlackRock virou alvo da direita americana por causa do ESG, a agenda de critérios ambientais, sociais e de governança. Até 2026, nove estados americanos retiraram US$ 13,3 bilhões da gestora em protesto contra essa política. Em dezembro de 2024, o Texas e outros estados governados por republicanos processaram BlackRock, Vanguard e State Street, acusando as três de formar um "cartel" para manipular o mercado de carvão. Em 9 de janeiro de 2025, a BlackRock deixou a aliança climática Net Zero Asset Managers, alegando que a filiação causava "confusão" sobre suas práticas e atraía questionamentos de autoridades.

Do outro lado, ativistas ambientais protestam contra os investimentos da gestora em combustíveis fósseis; em 31 de maio de 2022, manifestantes foram presos diante da assembleia de acionistas da empresa em Nova York. Também há críticas à concentração de poder: como a BlackRock vota em nome dos clientes nas assembleias, ela tem peso na governança de grande parte das empresas listadas. Em outubro de 2021, lançou um programa que deixa parte dos clientes institucionais votar diretamente.

Em 2025, um consórcio com a BlackRock acertou comprar a maior parte do negócio de portos da CK Hutchison, de Hong Kong, incluindo dois terminais no Canal do Panamá. Em janeiro de 2026, a Suprema Corte do Panamá declarou inconstitucionais as concessões desses terminais, e em março o consórcio tentava concluir a compra sem eles.

Notícias recentes

Em janeiro de 2026, o diretor de Investimentos da BlackRock, Rick Rieder, apontado pela Bloomberg como o preferido de Wall Street, chegou a liderar as apostas para a presidência do Federal Reserve, com 47% na Polymarket e 49% na Kalshi em 23 de janeiro. Em 30 de janeiro, Donald Trump anunciou Kevin Warsh para o cargo.

Em 2026, a gestora ampliou a aposta em infraestrutura para inteligência artificial. Um consórcio com a GIP, a MGX e a AIP concluiu a compra da Aligned Data Centers por US$ 40 bilhões, a maior do setor, e a BlackRock liderou a captação de cerca de US$ 12 bilhões em títulos para um campus de data centers da Meta em El Paso, no Texas.

Linha do tempo

  • 1988: Larry Fink e sete sócios fundam a gestora dentro do Blackstone Group.
  • 1992: A empresa adota o nome BlackRock.
  • 1º de outubro de 1999: Abertura de capital na Bolsa de Nova York.
  • 19 de novembro de 2008: Começa a negociação do BOVA11 na bolsa brasileira.
  • 2009: Compra da Barclays Global Investors e dos iShares por US$ 13,5 bilhões.
  • Janeiro de 2024: Anúncio da compra da Global Infrastructure Partners por US$ 12,5 bilhões.
  • Dezembro de 2024: Texas e outros estados processam BlackRock, Vanguard e State Street.
  • 9 de janeiro de 2025: Saída da aliança Net Zero Asset Managers.
  • 1º de julho de 2025: Conclusão da compra da HPS Investment Partners.
  • 30 de janeiro de 2026: Trump escolhe Kevin Warsh para o Fed, e não Rick Rieder, da BlackRock.
  • 14 de outubro de 2026: Resultado do terceiro trimestre: US$ 15,5 trilhões sob gestão e captação recorde de US$ 205 bilhões.

Perguntas frequentes

Quem é o dono da BlackRock?

É uma empresa de capital aberto, com ações na Bolsa de Nova York. Larry Fink, cofundador, é CEO e presidente do conselho.

Quem fundou a BlackRock?

Larry Fink, Robert Kapito, Susan Wagner, Barbara Novick, Bennett Golub, Hugh Frater, Ralph Schlosstein e Keith Anderson, em 1988.

Quanto dinheiro a BlackRock tem?

Administra US$ 15,5 trilhões de clientes, dado de 30 de setembro de 2026. O dinheiro é dos investidores, não da empresa.

Qual a diferença entre BlackRock e Vanguard?

As duas são gigantes de fundos de índice, ao lado da State Street. A BlackRock é a maior gestora do mundo e tem ações em bolsa.

A BlackRock investe no Brasil?

Sim. Administra o ETF BOVA11 e é acionista relevante de empresas como B3, Bradesco, Lojas Renner, Usiminas e Azzas 2154.

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