A Usiminas tem enfrentado um cenário de alta importação de aço, especialmente da China, que representou 60% dos 4 milhões de toneladas de aço plano importados em 2025. Essa situação gerou um pleito do setor siderúrgico brasileiro por medidas de defesa comercial. Em fevereiro de 2026, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou a aplicação de medidas antidumping sobre laminados planos a frio e laminados planos revestidos originários da China. Esses produtos representam cerca de dois terços dos volumes de vendas da Usiminas. A empresa também aguarda uma decisão favorável para laminados a quente, com expectativa de que ocorra por volta de julho de 2026.
Em termos de operações, a Usiminas desativou a produção de aço bruto em Cubatão (SP) em 2016. Em Ipatinga (MG), o alto-forno 1 foi desligado em 2023. Após um investimento de quase R$3 bilhões em uma grande reforma no alto-forno 3, concluída em 2024, a capacidade produtiva da usina foi ampliada, permitindo substituir a produção do alto-forno 1. O alto-forno 3 é o maior da Usiminas, com capacidade para 3 milhões de toneladas de ferro-gusa por ano, enquanto o alto-forno 2 tem capacidade para cerca de 800 mil toneladas anuais. A empresa também está desenvolvendo o "Projeto Compactos" na mineração, que prevê um investimento bilionário para a produção de minério de ferro de alta qualidade, com novidades esperadas para 2026 em relação ao licenciamento ambiental e uma possível decisão formal sobre o projeto entre o segundo semestre de 2026 e 2027.