A construção do Canal do Panamá foi um empreendimento complexo, com os Estados Unidos desempenhando um papel crucial. Inicialmente, o Panamá era uma província da Colômbia. Diante da dificuldade de chegar a um acordo com as autoridades colombianas, os EUA apoiaram a independência do Panamá. Após a autonomia, o Panamá firmou um acordo com os EUA para a construção e controle do canal, mediante um pagamento inicial de US$ 10 milhões e US$ 250 mil anuais. Os Estados Unidos controlaram o canal por mais de 80 anos, até o final de 1999, quando a estrutura foi entregue ao governo panamenho. Durante o período de controle americano, o canal impulsionou a economia dos EUA e contribuiu para o desenvolvimento do noroeste do país. Mais recentemente, a soberania do Panamá sobre o canal foi questionada por Donald Trump, que expressou o desejo de “retomar o controle” e acusou o Panamá de cobrar taxas excessivas e de risco de influência chinesa. O governo panamenho, por sua vez, defende a transparência das taxas e reafirma que a soberania e independência do país sobre o canal não são negociáveis.