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Prisão de Miguel Vázquez e Santiago Peña aprofunda crise do Ueno Bank

O Ministério Público paraguaio ordenou a prisão domiciliar do ex-presidente Santiago Peña e a detenção de Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central, no caso do Ueno Bank.

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Foto: Época Negócios
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07/11 às 13:15, atualizado 18:15

Pontos principais

  • O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank por insolvência, levando à prisão do proprietário Miguel Vázquez.
  • O Ministério Público ordenou que o ex-presidente Santiago Peña fique detido em casa por suposta lesão de confiança, horas depois de um impeachment no Congresso.
  • Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, que presidiu o Banco Central do Paraguai, também teve a detenção ordenada, na causa penal n.º 92/2026.
  • O Ueno Bank saltou de 500 mil usuários em 2023 para 3 milhões em 2026 antes da liquidação.
  • Especialistas comparam a gestão de fundos do Ueno Bank com o caso do Banco Master no Brasil.

A crise do Ueno Bank atingiu um novo patamar com a prisão de seu proprietário, Miguel Vázquez, e de outros sete executivos sob acusações de fraude e abuso de confiança. O colapso da instituição, que expandiu sua base de clientes de 500 mil para 3 milhões em três anos, desencadeou o impeachment do ex-presidente Santiago Peña. Em resolução de 6 de novembro, o Ministério Público paraguaio determinou que Peña fique detido em casa até ser apresentado à Unidade Especializada de Delitos Econômicos e Anticorrupção, por suposta lesão de confiança e outros fatos puníveis. A mesma resolução manda deter Carlos Dagoberto Carvallo Spalding, que presidiu o Banco Central do Paraguai.

A defesa de Peña questiona as garantias do processo de impeachment e alega ter vendido suas participações na Ueno Holdings em 2025. O Ueno administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, entre eles fundos do Instituto de Previdência Social (IPS), e o Banco Central apontou empréstimos excessivos a empresas do grupo controlador.

Analistas financeiros apontam semelhanças entre a gestão do Ueno Bank e o caso do Banco Master no Brasil, especialmente no que tange à administração de fundos de previdência e conexões políticas. Embora ambos os cenários compartilhem irregularidades operacionais, a situação paraguaia destaca-se pelo impacto sistêmico imediato e pela vinculação direta com o alto escalão do governo.

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