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Fundador e ex-diretores do Ueno Bank são presos no Paraguai

Miguel Vázquez e executivos foram detidos por suspeitas de fraudes financeiras que levaram à renúncia do presidente Santiago Peña.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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06/11 às 12:15, atualizado 13:02

Pontos principais

  • O fundador do Ueno Bank, Miguel Vázquez, e quatro ex-diretores foram transferidos para presídios em Assunção e Emboscada.
  • O Ministério Público do Paraguai imputou 27 pessoas por crimes como lesão de confiança e tentativa de estafa.
  • Investigações apontam empréstimos irregulares de US$ 166,9 milhões a empresas do Grupo Vázquez com garantias insuficientes.
  • O escândalo financeiro culminou na renúncia do presidente Santiago Peña na última quinta-feira (5).
  • Autoridades apreenderam bens de luxo, incluindo um jatinho, um iate e veículos, vinculados ao controlador do banco.

O fundador e CEO do Ueno Bank, Miguel Vázquez, e quatro ex-executivos da instituição foram transferidos para unidades prisionais no Paraguai após terem a prisão preventiva decretada pelo juiz de Delitos Econômicos, Rodrigo Estigarribia. A medida ocorre no âmbito de uma ampla investigação conduzida pelo Ministério Público, que imputou 27 pessoas por irregularidades financeiras, incluindo lesão de confiança, tentativa de estafa e violação de normas contábeis. Segundo os promotores, o grupo teria operado empréstimos e sobregiros a empresas vinculadas ao Grupo Vázquez com garantias insuficientes, totalizando um prejuízo superior a US$ 166,9 milhões.

O caso, que envolve o esvaziamento da instituição e a transferência irregular de uma carteira de crédito de aproximadamente US$ 74,4 milhões, gerou uma crise institucional profunda no país. O escândalo resultou na renúncia do presidente Santiago Peña na última quinta-feira (5), após revelações de que o governo mantinha recursos públicos no banco e que o ex-mandatário possuía vínculos societários com o grupo. Em desdobramento das ações judiciais, as autoridades paraguaias realizaram a apreensão de bens de luxo, como um jatinho e um iate, atribuídos a Vázquez, enquanto o Banco Central do Paraguai mantém o processo de resolução bancária iniciado em novembro.

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