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Banco Central do Paraguai inicia pagamento de garantias a depositantes do Ueno Bank

O Banco Central do Paraguai começou a liberar o Fundo de Garantia de Depósitos para correntistas do Ueno Bank, instituição que enfrenta crise de liquidez e investigações criminais.

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Foto: Times Brasil
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06/11 às 23:15, atualizado 07/11 às 11:01

Pontos principais

  • O Banco Central do Paraguai (BCP) iniciou em 5 de novembro de 2026 o pagamento da garantia aos depositantes do Ueno Bank S.A.
  • O primeiro grupo contemplado inclui depositantes com saldos de até 10 milhões de guaranis que não possuam dívidas com a instituição.
  • A crise no Ueno Bank resultou na renúncia do presidente Santiago Peña e na prisão de ex-dirigentes por suspeitas de fraude.
  • O banco detinha entre 800 e 850 milhões de dólares em recursos públicos, comprometendo parte das reservas do Fundo de Garantia de Depósitos local.
  • Analistas comparam o caso paraguaio ao escândalo do Banco Master no Brasil, que envolve um rombo estimado em 52 bilhões de reais.
  • O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, permanece sob investigação da Polícia Federal brasileira por suspeitas de crimes financeiros.
  • O BCP orienta que informações sobre o cronograma de pagamentos sejam consultadas exclusivamente pelo portal oficial bcp.gov.py/fgd-pagos.

O Banco Central do Paraguai (BCP) anunciou, em comunicado oficial emitido no dia 5 de novembro de 2026, o início do processo de pagamento da garantia aos depositantes do Ueno Bank S.A. A medida contempla, nesta primeira etapa, clientes com depósitos de até 10 milhões de guaranis que não possuam dívidas pendentes com a entidade e que já possuam contas habilitadas em outras instituições financeiras do país. O órgão regulador reforçou que os próximos grupos serão informados conforme o avanço do cronograma legal e que os detalhes devem ser verificados exclusivamente pelos canais oficiais do BCP.

A crise de liquidez no Ueno Bank, que processava cerca de dois terços das operações eletrônicas de grandes redes varejistas paraguaias, gerou instabilidade política e culminou na renúncia do presidente Santiago Peña. O caso tem sido frequentemente comparado ao escândalo do Banco Master no Brasil, devido à exposição de recursos públicos, ao crescimento acelerado da instituição e às investigações de fraude envolvendo seus controladores. Enquanto o Paraguai lida com o impacto sistêmico da resolução do Ueno, o sistema financeiro brasileiro segue sob os desdobramentos da operação Compliance Zero, que investiga o rombo bilionário e a cooptação de diretores no caso Master.

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