Banco Central do Paraguai decreta intervenção no Ueno Bank
Instituição financeira, ligada ao presidente Santiago Peña, teve processo de resolução iniciado após registrar solvência abaixo de 50% do mínimo legal exigido.
Pontos principais
- O Banco Central do Paraguai iniciou o processo de resolução do Ueno Bank em 2 de novembro de 2026.
- A medida foi tomada após o índice de solvência da instituição cair para menos de 50% do mínimo regulatório.
- O banco possui cerca de 3 milhões de clientes e administra entre US$ 800 milhões e US$ 850 milhões em recursos públicos.
- O Ministério Público ordenou a prisão de oito executivos do banco por suspeita de gestão fraudulenta.
- O presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo em meio à crise financeira.
- O governo busca acelerar legislação para garantir o pagamento aos correntistas e a proteção de ativos públicos.
- Opositores políticos articulam pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña devido a vínculos anteriores com o Grupo Vázquez.
O Banco Central do Paraguai (BCP) decretou, por unanimidade, o início do processo de resolução do Ueno Bank no último dia 2 de novembro de 2026. A decisão foi tomada após a Superintendência de Bancos constatar que o índice de solvência da instituição caiu para menos de 50% do mínimo legal exigido, conforme ajustes realizados nos estados financeiros. A medida, fundamentada na Lei nº 2.334/03, visa preservar os ativos da entidade e garantir a proteção dos depósitos dos clientes até o limite de 75 salários mínimos por pessoa.
A crise atingiu o alto escalão do governo paraguaio, resultando na renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo. O Ueno Bank, que possui cerca de 3 milhões de clientes e gerencia vultosos recursos públicos, também é alvo de investigações criminais, com o Ministério Público ordenando a prisão de oito executivos por suspeita de gestão fraudulenta e empréstimos irregulares a empresas ligadas aos controladores. O presidente Santiago Peña, que foi sócio do Grupo Vázquez — proprietário do banco — até março de 2025, enfrenta agora pressões políticas da oposição, que articula um pedido de impeachment diante da instabilidade econômica gerada pelo caso.
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