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Crise no Ueno Bank causa prejuízo de R$ 76 milhões à Conmebol e derruba presidente do Paraguai

O colapso do Ueno Bank no Paraguai gerou perdas milionárias à Conmebol, suspendeu patrocínios de clubes e culminou no impeachment do presidente Santiago Peña.

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Foto: NYTimes World
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06/11 às 11:15, atualizado 22:00

Pontos principais

  • A Conmebol teve US$ 14 milhões, cerca de R$ 76 milhões, comprometidos com a crise do Ueno Bank.
  • O Senado paraguaio aprovou o impeachment de Santiago Peña por 44 votos a zero após o escândalo financeiro.
  • O Ueno Bank, que administrava US$ 850 milhões em recursos públicos, sofreu intervenção do Banco Central por falta de solvência.
  • Clubes como Olimpia e Cerro Porteño suspenderam parcerias e enfrentam dificuldades para pagar salários.
  • Oito pessoas ligadas à instituição financeira foram presas e o ex-presidente Peña está em prisão domiciliar.
  • Pedro Alliana assumiu a presidência do país em meio à instabilidade econômica e queda do guarani frente ao dólar.

O sistema financeiro do Paraguai enfrenta uma crise severa após o colapso do Ueno Bank, instituição que administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos. A falência do banco, que afetou milhões de correntistas, desencadeou uma instabilidade política imediata, resultando na destituição do presidente Santiago Peña pelo Senado. O ex-mandatário agora cumpre prisão domiciliar sob suspeita de lesão de confiança, enquanto o governo busca conter a desvalorização da moeda local e a desconfiança dos mercados internacionais.

O impacto do escândalo atingiu diretamente o futebol sul-americano, com a Conmebol registrando um prejuízo de aproximadamente R$ 76 milhões em fundos aplicados na instituição. Além da entidade máxima do futebol continental, clubes tradicionais como Olimpia e Cerro Porteño foram forçados a suspender contratos de patrocínio e naming rights, comprometendo o fluxo de caixa para o pagamento de salários de atletas e comissões técnicas. O Banco Central do Paraguai iniciou o processo de resolução do banco e a devolução de valores aos depositantes, enquanto autoridades brasileiras monitoram os desdobramentos da crise devido à proximidade comercial entre os dois países.

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