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Executivos do agronegócio debatem juros, crédito e fertilizantes

Executivos do agro debateram em São Paulo a alta dos juros, o endividamento rural e o risco de falta de fertilizantes para a nova safra.

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Foto: Globo Rural
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06/11 às 15:15

Pontos principais

  • Mais de 80 executivos participaram da terceira edição do Vozes do Agro, em São Paulo, na quinta-feira (5/11).
  • Representantes do setor de máquinas agrícolas falam em “tempestade mais que perfeita”: crédito caro e commodities com preço baixo.
  • Um dirigente da área de crédito propõe direcionar parte do subsídio ao juro do Plano Safra, estimado entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões, para o seguro rural, que recebe cerca de R$ 1 bilhão.
  • Um executivo do setor de insumos diz que a recuperação judicial está banalizada: nem sempre o recurso vai a quem precisa, o que encarece o crédito.
  • Um dirigente setorial vê risco real de falta de fertilizantes para a nova safra e de redução da produção de alimentos.
  • Executivos de adubos pedem uma política para o gás natural, que no Brasil é 10 vezes mais caro que nos Estados Unidos.
  • Executivos do setor de máquinas criticam a importação de máquinas chinesas e pedem produção nacional.
  • Um produtor defende revisar o Plano Safra: “O crédito para custeio não deveria existir.”
  • Executivos e produtores criticam a judicialização do licenciamento ambiental e a demora em regulamentar a lei dos bioinsumos.

O debate do Vozes do Agro, evento da Globo Rural com o Valor Econômico, girou em torno da dificuldade de acesso ao crédito e do endividamento dos produtores. Para os participantes, a saída passa por ajuste fiscal, políticas direcionadas e melhor planejamento das fazendas, além de um seguro rural mais forte, que reduziria os riscos de crédito e, com isso, o custo do financiamento.

O receio de parte dos debatedores é que a crise de crédito atinja mais os produtores de pequenas propriedades, já que, para executivos de tecnologia, bancos e tradings ainda tratam o campo como uma média. Um executivo do setor de insumos defende modelos de blended finance, em que o governo assumiria mais riscos, e executivos de tecnologia propõem um score para cada produtor, como forma de separar o bom crédito do ruim.

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