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Lideranças do agro propõem seguro rural como nova marca da próxima gestão

No Brasil, lideranças do agro propõem ao governo federal que o seguro rural seja a nova marca do Ministério da Agricultura na próxima gestão, enquanto o Ministério do Planejamento e Orçamento ainda busca como acomodar a nova despesa.

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Foto: Canal Rural
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05/11 às 05:45, atualizado 09:02

Pontos principais

  • A ideia foi levada ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro da Agricultura, André de Paula.
  • A sugestão é elevar a subvenção federal ao seguro rural de R$ 1,2 bilhão, previsto para 2027, para R$ 2 bilhões, com incrementos graduais ao longo de quatro anos.
  • Dos R$ 1,01 bilhão destinados em 2026 à subvenção federal de apólices, R$ 461,7 milhões seguem bloqueados a menos de dois meses do fim do ano.
  • Dados da CNseg apresentados na CNA mostram queda de 65% no valor segurado, de R$ 50,5 bilhões em 2024 para R$ 17,6 bilhões em 2025.
  • No mesmo período, o número de produtores beneficiados caiu 51%, de 85,5 mil para 41,7 mil.
  • A Serasa Experian estima que um super El Niño reduza em 17,6 milhões de toneladas (9,7%) a safra de soja 2026/2027, de 181,2 milhões para 163,6 milhões de toneladas.
  • A perda de soja se concentraria no Centro-Oeste, sobretudo em Mato Grosso e Goiás, com impacto de R$ 33 bilhões no Valor Bruto da Produção da soja, a preços de agosto de 2026.
  • Bruno Imaizumi estima impacto de 3,6 a 9,6 pontos percentuais na inflação de alimentos no domicílio, mais intenso em 2027, segundo ano do fenômeno.
  • A projeção apresentada na reunião da CNA é de queda de 0,7% no PIB da agropecuária em 2027.

A agenda de aberturas de mercado, com mais de 700 anúncios desde 2023, deve perder ritmo: na avaliação de líderes do setor mais próximos ao governo, a retomada do espaço no exterior já está consolidada. Com o seguro rural como nova marca, a pasta miraria a garantia da produção e da renda do produtor e a segurança alimentar, e se apoiaria na Lei 15.526/2026, que protege o orçamento da gestão de riscos climáticos contra cortes e bloqueios.

Na reunião de 4 de novembro da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, em Brasília, o presidente José Mário Schreiner afirmou que “o seguro rural é a peça principal da política agrícola” e defendeu cobrar a implementação do Marco Legal do Seguro Rural. A comissão discutiu também a previsibilidade de recursos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a operacionalização do Fundo Catástrofe, o fundo de cobertura suplementar que, segundo a CNA, deve ampliar a oferta e reduzir custos para o produtor.

Fontes primárias

Globo Rural (apuração exclusiva)

Lideranças do agro defendem que seguro rural seja nova marca da próxima gestão

Segundo reportagem de Rafael Walendorff, de Brasília, em fontes não identificadas, lideranças do setor levaram ao governo a sugestão de que o Ministério da Agricultura adote o seguro rural como “nova marca” da próxima gestão, aproveitando a sanção da Lei 15.526/2026, porque a agenda de aberturas de mercado (mais de 700 anúncios desde 2023) deve perder ritmo. A ideia foi levada ao vice-presidente Geraldo Alckmin e ao ministro André de Paula. O texto dá os números: previsão de R$ 1,2 bilhão para a subvenção ao seguro rural em 2027, sugestão de elevar a verba para R$ 2 bilhões com incrementos graduais em quatro anos, e R$ 461,7 milhões de R$ 1,01 bilhão de 2026 ainda bloqueados a menos de dois meses do fim do ano. O Planejamento ainda não definiu como abrir espaço para a nova despesa obrigatória.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

CNA debate seguro rural e medidas para enfrentar riscos climáticos no campo

Na reunião da Comissão Nacional de Política Agrícola, na quarta (4/11), a CNA debateu a implementação do Marco Legal do Seguro Rural, medidas emergenciais e os efeitos do El Niño. O presidente da comissão, José Mário Schreiner, afirmou que “o seguro rural é a peça principal da política agrícola” e defendeu atuação conjunta para cobrar a implementação da lei. Dados da CNseg apresentados na reunião mostram que o valor segurado caiu de R$ 50,5 bilhões em 2024 para R$ 17,6 bilhões em 2025 (retração de 65%), e que o número de produtores beneficiados passou de 85,5 mil para 41,7 mil (queda de 51%).

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