Agronegócio brasileiro enfrenta dez desafios estruturais em 2026
Setor que representa 25,1% do PIB nacional lida com alta inadimplência, gargalos logísticos e novas exigências ambientais da União Europeia.
Pontos principais
- O agronegócio atingiu R$ 3,2 trilhões em PIB no ano de 2025.
- A inadimplência no Banco do Brasil chegou a 6,27% no primeiro semestre de 2026.
- A Lei Antidesmatamento da União Europeia entra em vigor em dezembro de 2026.
- O setor de bioinsumos cresceu 15%, mas sofre com atrasos na regulamentação jurídica.
O agronegócio brasileiro, responsável por 25,1% do PIB nacional em 2025, enfrenta um cenário complexo com dez desafios estruturais que exigem atenção governamental. Entre os principais obstáculos estão o aumento do endividamento rural, evidenciado pela taxa de inadimplência de 6,27% no Banco do Brasil no primeiro semestre de 2026, e a necessidade de melhorias em logística e acesso a crédito. Além disso, a dependência de fertilizantes importados e a busca por maior agregação de valor aos produtos permanecem como pautas centrais para a competitividade do setor.
No âmbito internacional, o setor se prepara para a entrada em vigor da Lei Antidesmatamento da União Europeia em dezembro de 2026, que exigirá rigorosa rastreabilidade contra áreas desmatadas. Paralelamente, o mercado de bioinsumos, que registrou crescimento de 15% em 2025, aguarda maior segurança jurídica com a regulamentação da Lei 15.070/2024. Essas questões compõem uma agenda urgente para garantir a sustentabilidade e a eficiência do agronegócio nos próximos anos.
