Abag apresenta prioridades para o futuro do agronegócio brasileiro
Associação Brasileira do Agronegócio define cinco frentes estratégicas para enfrentar gargalos estruturais e impulsionar a produtividade no campo.
Pontos principais
- Abag propõe políticas focadas em financiamento, seguro rural, infraestrutura, comunicação e inserção internacional.
- Endividamento dos produtores e alto custo do crédito são apontados como entraves críticos.
- Lei 15.526/2026 estabeleceu novo marco regulatório para o seguro rural com obrigatoriedade de subvenção.
- Dependência de fertilizantes importados e falta de conectividade no campo permanecem como desafios de longo prazo.
A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) apresentou um conjunto de diretrizes para o próximo governo, visando mitigar gargalos estruturais que limitam o potencial do setor. As propostas priorizam o fortalecimento do financiamento agrícola, a expansão do seguro rural e a melhoria da infraestrutura logística. Especialistas reforçam que o alto endividamento dos produtores e o custo elevado do crédito são barreiras imediatas, sendo a recente Lei 15.526/2026 um passo fundamental para a estabilidade do seguro rural.
Além das questões financeiras, o setor enfrenta desafios logísticos e tecnológicos significativos, como a dependência de fertilizantes importados e a falta de conectividade. Dados do IBGE revelam que mais de 1,3 milhão de domicílios rurais permaneciam sem acesso à internet em 2024, prejudicando a modernização das atividades. A resolução desses entraves é considerada essencial para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional e assegurar a sustentabilidade da produção a longo prazo.
