Trump avalia opções para conflito no Irã após derrota eleitoral
Após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato dos EUA, Trump avalia retomar os ataques ao Irã, negociar ou manter o bloqueio naval e as sanções, e nem os conselheiros mais próximos sabem qual caminho ele escolherá.
Pontos principais
- Os republicanos perderam o controle do Senado nas eleições de meio de mandato; Vance escreveu que “o motivo de termos perdido é a guerra”.
- Trump considera retomar os ataques, negociar um acordo ou manter o bloqueio naval e as sanções econômicas contra o Irã.
- Trump admite que a guerra encareceu a gasolina, mas diz que faria de novo: “Não tínhamos escolha.”
- Autoridades americanas dizem que as Forças Armadas finalizam preparativos para uma possível retomada de grandes operações no Irã, com mais meios enviados à região.
- Mediadores do Catar tentam obter apoio de EUA e Irã a um rascunho de acordo para evitar a volta aos combates.
- Encomendas militares de bilhões de dólares complicam o fim da ajuda americana a Israel, segundo o Wall Street Journal.
- Mercados financeiros reagem à mudança de poder em Washington com expectativas de novas diretrizes políticas.
O presidente Donald Trump enfrenta um cenário político desafiador depois da derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato. Segundo a Axios, o vice-presidente JD Vance acrescentou um novo cálculo à decisão de Trump ao atribuir a perda à guerra e ao apontar a relação com Israel como um passivo sério para o partido. Perguntado sobre quando encerrará a guerra, Trump respondeu: “Quando eu quiser.”
Para a Axios, todas as três saídas são problemáticas. Um novo ataque seria muito impopular, manteria a gasolina cara e provavelmente não traria um resultado militar melhor. Negociar depende de Teerã, que pode recusar concessões ou elevar as exigências ao notar fraqueza nos EUA. A terceira, que assessores chamam de “estrangular”, mantém o bloqueio e as sanções até o regime “apodrecer”, mas pode levar meses para mostrar resultado, e é o caminho defendido pelo diretor da CIA, John Ratcliffe, e pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Diplomatas da mediação, assessores de Trump e especialistas avaliam que a comemoração de Teerã pela derrota eleitoral dos EUA pode levar Trump a voltar aos combates.
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