AliançaBiodiesel lança certificação Super Bio+ para elevar qualidade
A AliançaBiodiesel lança o selo voluntário Super Bio+, com limites de contaminantes mais restritivos que a Resolução ANP nº 920/2023 para o biodiesel produzido no Brasil.
Pontos principais
- O selo Super Bio+ unifica os antigos Bio+, da Abiove, e Super A, da Aprobio, com limites mais restritivos que a Resolução ANP nº 920/2023 para sódio, potássio, cálcio, magnésio e fósforo.
- A avaliação cobre gestão da qualidade e da sustentabilidade, processo produtivo, boas práticas, verificação do produto e expedição.
- O Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) faz a auditoria independente, com coleta de amostras e inspeções nas usinas; as análises são feitas em laboratório acreditado pela ISO/IEC 17025.
- Pelas regras do programa, o certificado vale dois anos, com auditorias anuais de manutenção, e pode ser perdido em caso de descumprimento.
- Entre as usinas certificadas estão ADM, a primeira a obter o selo, Amaggi, Bunge e Cargill.
- Segundo a Aprobio, a iniciativa busca preparar o setor para a elevação gradual da mistura obrigatória prevista na Lei do Combustível do Futuro, rumo ao B20 e ao B25.
A AliançaBiodiesel, formada pela Aprobio e pela Abiove, lançou a certificação voluntária Super Bio+ para elevar a qualidade do biodiesel produzido no Brasil. Segundo a AliançaBiodiesel, o selo complementa o PMQBio, programa de monitoramento da ANP, e não o substitui. A Aprobio diz que a iniciativa não pretende elevar preços nem criar barreiras de acesso ao produto, e busca oferecer ao mercado uma referência adicional de qualidade.
Segundo a Abiove, onze usinas já foram certificadas, e a meta das entidades é que todas as indústrias do setor tenham o selo. Outras sete produtoras já manifestaram interesse em aderir, segundo a Aprobio, e a relação de usinas certificadas será atualizada à medida que o IQA emitir cada certificado.
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