Copom mantém Selic em 13,75% e mercado reage a cenário externo
O Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, citando incertezas globais e inflação, enquanto o mercado financeiro oscila com o cenário político dos EUA.
Pontos principais
- O Copom manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano na 282ª reunião, interrompendo o ciclo de cortes.
- A decisão foi unânime e motivada por expectativas de inflação mais elevadas e ambiente externo adverso.
- O Banco Central destacou a alta do petróleo e a política monetária restritiva em economias avançadas.
- O dólar apresentou volatilidade no mercado doméstico, oscilando entre leves perdas e ganhos.
- A vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA pressionou os preços do petróleo para baixo.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há previsão de novos anúncios fiscais no curto prazo.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve realizar um pronunciamento sobre responsabilidade fiscal no domingo.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano em sua 282ª reunião. Segundo o comunicado oficial, a decisão reflete um ambiente externo mais adverso, marcado pela valorização do petróleo devido aos conflitos no Oriente Médio e pela manutenção de políticas monetárias restritivas em economias avançadas. O colegiado apontou que as expectativas de inflação para 2026 e 2027 subiram para 5,2% e 4,8%, respectivamente, mantendo uma assimetria altista para os riscos inflacionários.
No mercado financeiro, a notícia provocou volatilidade no câmbio, com o dólar oscilando entre leves perdas e ganhos diante da repercussão da decisão e da ausência de novas sinalizações fiscais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que não há previsão de anúncios de medidas econômicas nos próximos dias, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um pronunciamento sobre responsabilidade fiscal para o próximo domingo. Paralelamente, a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos gerou um impacto direto nas commodities, levando a uma queda nos preços do petróleo em meio a expectativas de mudanças na geopolítica global.
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