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CNC aciona STF para pedir adiamento do fim da escala 6x1

A CNC protocolou uma ADI no Supremo Tribunal Federal solicitando mais prazo para a implementação da nova jornada de trabalho no setor de comércio.

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Foto: InfoMoney
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04/11 às 12:45, atualizado 16:33

Pontos principais

  • A CNC entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) com pedido de medida cautelar no STF.
  • A entidade solicita que a primeira etapa da redução da jornada seja adiada de 16 de dezembro de 2026 para 16 de outubro de 2027.
  • O pedido inclui o adiamento da meta final de 40 horas semanais para outubro de 2028.
  • A CNC alega que o prazo atual de 60 dias é insuficiente para contratações e renegociações de convenções coletivas.
  • A confederação afirma não questionar o mérito da redução da jornada, mas sim a inexequibilidade dos prazos de adaptação.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, na última terça-feira (3/11), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade busca a concessão de uma medida cautelar para adiar o cronograma de implementação da nova jornada de trabalho, que prevê a redução de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial. Segundo a CNC, o objetivo não é contestar o mérito da mudança, mas sim adequar os prazos de transição à realidade operacional das empresas do setor.

No documento, a confederação argumenta que o prazo de 60 dias estabelecido pela emenda constitucional é insuficiente para que os estabelecimentos comerciais realizem o mapeamento de postos, contratem novos funcionários, reestruturem turnos e renegociem convenções coletivas de trabalho. A proposta da entidade é que a primeira etapa da transição, que reduz a jornada para 42 horas semanais e garante dois dias de descanso, seja postergada para 16 de outubro de 2027. Já a implementação definitiva do limite de 40 horas semanais seria exigida apenas a partir de outubro de 2028.

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