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Setor de serviços lança campanha contra votação da PEC da escala 6x1

Confederação Nacional do Comércio pede adiamento da PEC que altera jornada de trabalho, citando riscos de aumento de custos e redução de vagas.

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Foto: InfoMoney
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29/08 às 17:45

Pontos principais

  • A CNC e 34 federações associadas pedem que o Senado adie a votação da PEC que propõe o fim da escala 6x1.
  • Entidades do setor terciário argumentam que a mudança elevaria custos operacionais e ameaçaria a manutenção de empregos.
  • O setor defende que alterações na jornada devem ser discutidas via acordos coletivos, em vez de imposição legislativa.
  • Lideranças apontam que o cenário econômico atual, marcado por juros elevados e inadimplência, exige cautela nas mudanças trabalhistas.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em conjunto com 34 federações associadas, iniciou uma campanha nacional para solicitar ao Senado o adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a jornada de trabalho na escala 6x1. O setor terciário, que depende fortemente de horários estendidos e atendimento aos fins de semana, manifesta preocupação com o impacto financeiro da medida. Segundo a entidade, a alteração poderia elevar os custos operacionais das empresas, resultando em uma possível redução de vagas formais em um momento de desafios econômicos, como juros elevados e alta inadimplência.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defende que a questão exige um debate técnico aprofundado e sugere que mudanças na jornada sejam tratadas por meio de acordos coletivos. A posição reflete o receio de que uma imposição legislativa desconsidere as particularidades dos diferentes segmentos do comércio e serviços, comprometendo a sustentabilidade dos negócios e a preservação dos postos de trabalho atuais.

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