Comissão do Senado aprova incentivos fiscais para pesquisas em saúde
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado brasileiro aprovou o PL 4.465/2021, que cria incentivos fiscais à pesquisa em saúde; a matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais, com decisão terminativa.
Pontos principais
- A Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou nesta quarta-feira, 4 de novembro, o PL 4.465/2021, com parecer favorável do relator, senador Izalci Lucas.
- O Fundo Social, regido pela Lei 12.351/2010, passa a destinar 20% de suas receitas a pesquisas sobre desafios sanitários e epidemiológicos do SUS.
- Esses projetos devem ser desenvolvidos em instituições científicas públicas e podem ser aprovados por órgãos públicos de fomento, e não só pelo CNPq.
- A Lei do Bem (Lei 11.196/2005) passa a permitir excluir até 100% dos dispêndios em P&D de inovação em saúde; o regulamento poderá fixar percentuais diferenciados dentro desse limite.
- Os benefícios tributários valem por cinco anos, contados do primeiro dia do ano-calendário seguinte ao da entrada em vigor da lei.
- Os benefícios só produzem efeitos depois que a renúncia for considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e não afetar as metas fiscais, ou que houver compensação.
- O projeto recupera artigos da Lei 13.800/2019 com benefícios fiscais a doações para fundos patrimoniais de universidades públicas, que haviam sido integralmente vetados.
- Os órgãos gestores serão o Ministério da Saúde, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para a Lei do Bem, e o Ministério da Educação, com a Ciência e a Saúde, para as doações; eles publicarão avaliação anual, com indicadores e metas.
- O Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit) manifestou-se favoravelmente ao projeto, e o relator acolheu sugestões técnicas do órgão.
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 4.465/2021, do senador Alessandro Vieira, que cria incentivos à inovação e à pesquisa científica no setor de saúde.
O relator, senador Izalci Lucas, apresentou sete emendas, entre elas a que suprime os dispositivos que direcionavam recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para temas de saúde. Segundo ele, a alocação deve ficar com o comitê gestor do fundo, que já financia pesquisas nessa área.
As emendas também condicionam os benefícios tributários à estimativa de impacto orçamentário-financeiro e à compensação ou neutralidade fiscal, e designam órgãos gestores para avaliá-los. Segundo Izalci Lucas, a pandemia de covid-19 expôs a dependência externa do Brasil em segmentos críticos da indústria, como insumos e medicamentos, e o projeto busca reduzir riscos de desabastecimento. A matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que tem decisão terminativa.
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