Brasil levará modelo de resiliência climática do SUS para a COP31
Na COP31, na Turquia, o governo apresentará o SUS como modelo de resposta às emergências climáticas, com o AdaptaSUS e a Força Nacional do SUS.
Pontos principais
- O Brasil apresentará na COP31, em Antália, na Turquia, de 9 a 20 de novembro, o modelo de resiliência climática do SUS.
- O AdaptaSUS prevê R$ 9,8 bilhões em investimentos até 2035, segundo o Ministério da Saúde.
- O programa viabiliza 2.795 unidades básicas de saúde resilientes, 4.056 novas ambulâncias do SAMU, 783 soluções de água potável em Terras Indígenas e 20,8 mil cisternas no semiárido.
- Desde 2023, a Força Nacional do SUS fez 104 missões em 25 estados, com 2.423 profissionais e 86.918 atendimentos; a maior, no Rio Grande do Sul, teve 29.019 atendimentos.
- Cinco bases da Força Nacional do SUS estão em funcionamento (Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e Porto Velho); Recife, Fortaleza, Campo Grande e Belém devem entrar em funcionamento até o fim do ano.
- Oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs) monitoram qualidade do ar e da água, temperatura e extremos climáticos para antecipar riscos.
- O Plano de Ação em Saúde de Belém, lançado na COP30, reúne 60 ações e tem 40 países endossantes; o Brasil propõe ampliar a adesão e acelerar a implementação.
- O Pavilhão Brasil terá cerca de 130 eventos com ações do governo e parcerias com universidades, empresas e sociedade civil.
Na COP31, em Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro, o Brasil levará o modelo de resiliência climática do Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos três eixos de sua participação, ao lado da cooperação global e do financiamento climático para a saúde. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ideia é mostrar ao mundo o que o país faz dentro de casa. A Força Nacional do SUS será apresentada como modelo de resposta emergencial, com a atuação nas enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 como principal referência.
No financiamento, o Brasil defenderá a implementação dos mecanismos acordados na COP30 para projetos de adaptação da saúde. O Ministério da Saúde busca viabilizar projetos para povos da Amazônia, para o semiárido e para moradores de áreas de risco em grandes cidades, mas ainda não informou valores nem prazos. Sobre o Plano de Ação em Saúde de Belém, a proposta brasileira é ampliar a adesão e acelerar a implementação; a ampliação ainda não é um resultado.
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