EUA realizam ataque limitado contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz
Ataque americano à ilha iraniana de Qeshm eleva tensões regionais enquanto o Irã condiciona a reabertura do estreito a um plano de paz de sete etapas.
Pontos principais
- Ataque americano atingiu alvos iranianos no Estreito de Ormuz antes das eleições de meio de mandato nos EUA.
- O ataque foi o mais recente de uma série de ações limitadas realizadas em segredo nas semanas anteriores.
- Corpo da Guarda Revolucionária do Irã relatou a destruição de quatro petroleiros por minas navais na região.
- Irã exige fim de sanções e cessar-fogo no Líbano para retomar negociações sobre seu programa nuclear.
- Governo Trump reforçou presença militar no Oriente Médio com envio de tropas e um porta-aviões adicional.
- Presidente iraniano Masoud Pezeshkian defende o diálogo, enquanto Benjamin Netanyahu pressiona por ações militares.
Autoridades americanas, sob anonimato, dizem que os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm, no Estreito de Ormuz, na segunda-feira (2), véspera das eleições de meio de mandato.
Naquele dia, Trump disse a jornalistas que “não estamos lutando há meses” e minimizou a chance de volta à guerra depois da eleição. Em outras declarações, afirmou que os EUA estão preparados para novas ações, e o vice-presidente JD Vance sinalizou abertura para uma solução diplomática.
O cenário é de alta tensão: o Irã fechou o estreito, e a Guarda Revolucionária relatou a destruição de quatro petroleiros por minas navais. O governo iraniano condicionou a reabertura da rota a um plano de paz de sete etapas, que inclui o fim das sanções sobre o petróleo e um cessar-fogo no Líbano. Enquanto o Egito apela por diálogo, os americanos enviaram tropas e um porta-aviões adicional.
