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El Niño atinge força excepcional e deve persistir até 2027

Fenômeno climático registra recordes de aquecimento no Pacífico e deve impactar o clima brasileiro com secas e inundações até o primeiro trimestre de 2027.

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Foto: Época Negócios
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03/11 às 15:45, atualizado 20:31

Pontos principais

  • O El Niño 2026-2027 pode se tornar um dos mais fortes registrados desde 1950.
  • A área El Niño 3.4 registrou anomalia de 2,47 °C em outubro, recorde para o mês.
  • Previsões indicam 95% de probabilidade de intensidade muito forte em novembro e dezembro de 2026.
  • O fenômeno deve causar chuvas acima da média no Sul e condições secas no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
  • Dados da NOAA apontam anomalias superiores a 3 °C nas regiões central e leste do Pacífico.

O fenômeno climático El Niño, configurado desde junho de 2026, atingiu novos marcos históricos de aquecimento nas águas do Oceano Pacífico. Segundo o Boletim nº 05 do Painel El Niño 2026-2027, composto por órgãos como INMET, INPE e ANA, a região El Niño 3.4 registrou uma anomalia de 2,47 °C em outubro, enquanto a área 1+2 alcançou 4,6 °C na última semana do mês, igualando recordes da série histórica. Dados da NOAA confirmam a tendência de intensificação, com anomalias positivas que superam os 3 °C em setores cruciais do Pacífico equatorial.

A projeção técnica indica que o fenômeno deve atingir força excepcional entre novembro e dezembro de 2026, com 95% de probabilidade de manter intensidade muito forte até o primeiro trimestre de 2027. Para o Brasil, o cenário climático prevê chuvas acima da média na região Sul e em partes do Sudeste e leste do Nordeste. Em contrapartida, o Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste devem enfrentar condições mais secas, elevando o risco de queimadas e exigindo monitoramento constante das autoridades federais diante dos impactos esperados na agricultura e nos recursos hídricos.

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