Reforma eleitoral divide Câmara e ameaça acordo sobre voto distrital
Hugo Motta quer votar ainda este ano o voto distrital misto no Brasil para deputados e vereadores, com início em 2034, enquanto o modelo divide parlamentares.
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01/11 às 22:30, atualizado 23:31
Pontos principais
- A Câmara dos Deputados debate mudanças no sistema eleitoral para limitar o impacto de puxadores de voto.
- Motta se reuniu com lideranças de União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos antes de anunciar a proposta.
- Motta quer votar as mudanças ainda neste ano; a proposta prevê o distrital misto em 2034 e um modelo de transição em 2030.
- Segundo Motta, o distrital misto valeria para deputados federais, estaduais e vereadores, sem mudar a escolha dos cargos majoritários.
- A próxima etapa, segundo Motta, é dialogar com PT, PV, PCdoB, PL e Novo, e depois conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
- O modelo em discussão causa divisões entre partidos e ameaça o acordo costurado com o centrão.
- Motta anunciou um grupo de trabalho com todos os partidos da Câmara para propor ao Código Eleitoral regras para plataformas digitais e propaganda nas redes sociais.
A Câmara dos Deputados discute uma reforma eleitoral focada em alterar o sistema de puxadores de voto. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em 28 de outubro que quer votar ainda neste ano a adoção do voto distrital misto no sistema eleitoral brasileiro, com início em 2034. Segundo ele, as conversas com os partidos de centro estão concluídas, mas o modelo divide parlamentares e ameaça o acordo costurado com o centrão.
