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Preço do petróleo recua 4,29% com sinais de diplomacia entre EUA e Irã

O petróleo Brent caiu para US$ 108,56 por barril nesta segunda-feira, impulsionado por negociações diplomáticas para reduzir o conflito no Oriente Médio.

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Foto: G1 Mundo
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02/11 às 07:15, atualizado 09:32

Pontos principais

  • O petróleo Brent registrou queda de 4,29% em 2 de novembro de 2026, atingindo US$ 108,56 por barril.
  • O recuo nos preços reflete esforços diplomáticos mediados pelo Catar para encerrar o conflito regional.
  • O Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim de sanções e ao desbloqueio de ativos.
  • O presidente Donald Trump reiterou ameaças de ataques, embora o secretário de Estado Marco Rubio mencione preferência pela via diplomática.
  • O Goldman Sachs projeta que o Brent possa atingir US$ 140 em 2027 caso a produção do Golfo permaneça reduzida.
  • A OPEP+ manteve suas metas de produção inalteradas até dezembro, conforme dados do mercado.

Os preços do petróleo registraram queda significativa nesta segunda-feira, com o barril do Brent sendo negociado a US$ 108,56, uma retração de 4,29%. O movimento é atribuído a sinais de avanço em negociações diplomáticas mediadas pelo Catar entre Estados Unidos e Irã, que buscam conter a escalada do conflito no Oriente Médio e evitar novas interrupções no fornecimento global de energia.

O governo iraniano sinalizou a possibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias, desde que os Estados Unidos aceitem condições como o fim das sanções ao setor petrolífero e o desbloqueio de ativos. Paralelamente, o presidente Donald Trump manteve um tom de confronto em discursos recentes, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, indicou que a administração atual prioriza soluções diplomáticas em vez de intervenções militares diretas.

Apesar do alívio momentâneo nos preços, analistas do Goldman Sachs alertam para a volatilidade persistente, projetando que o Brent possa alcançar US$ 140 em 2027 caso a produção na região do Golfo continue abaixo dos níveis de 2025. O cenário permanece incerto, uma vez que a OPEP+ decidiu manter suas metas de produção inalteradas até dezembro e as tensões geopolíticas seguem limitando as expectativas de um cessar-fogo duradouro.

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